Download: Calendário de Abril


Março termina hoje e já está mais do que em tempo de postar o calendário de abril - mês agradável e sem ofuscamento, como o desenho que o representa! A inspiração dessa vez veio dos trabalhos de Catherine Campbel, que sugerem a integração de mulheres com a natureza de maneira sempre bonita e calminha. Essa também é a tônica dos desenhos dos calendários de 2012 (perceberam?) então a referência aos trabalhos da artista faz todo sentido.


Esse mês, misturei lápis aquarelável, nanquim e grafite para criar um desenho mais sombreado e expressivo. Também mudei o formato do calendário propriamente dito, que deixou de ser escrito à mão e virou fonte pré-fabricada. Sei que perdeu um pouquinho de identidade, mas o fato é que eu ficava preocupada com a definição das letras e a dificuldade para enxergá-las. Espero que mudança tenha acontecido por uma boa causa então! Aqui vai o link para download do PDF, para quem quiser imprimir em papel e usar como calendário de mesa (de parede, de bolso, de caderno...). Quem quiser fazer o download do arquivo digital precisa apenas clicar na primeira imagem desse post. Atendendo a pedidos, esse mês deixei tudo em resolução máxima. Espero que vocês gostem e  usem bastante! 

DIY: Marcador de Negativo


Desde que embarquei na onda das fotos analógicas, tive as minhas gavetas invadidas por dezenas de pedaços de negativos. Quase todos eles ficam bem guardados e protegidos, já que podem servir para novas ampliações das melhores fotos. Mas aquela minoria de fitinhas em branco, das fotos que saíram no filme mas não puderam ser reveladas, também estão aqui ocupando espaço! Para dar um destino mais nobre para os negativo inúteis, resolvi pensar num DIY bacana que aproveitasse a aparência tão legal dos pedaços de filme fotográfico. O resultado é esse marcador de página aí de cima! A ideia consiste em imprimir photobooths caseiros e elaborar uma espécie de negativo fake, que faz as vezes de "mini porta-retratos". Legal, né?


(1) Os materiais necessários são: um pedaço pequeno de papel craft de espessura média, tirinhas de negativo em branco, fotos em sequência de photobooth (dá pra transformar qualquer foto em photobooth e imprimir em casa mesmo - só clicar nesse link aqui para ver como), tesoura, linha e agulha. (2) A primeira coisa a fazer é recortar o papel craft no tamanho exato do negativo escolhido e em seguida recortar o photobooth num tamanho um pouco menor, de modo que fique dentro dos limites dos tracejados do negativo. (3) Depois, é hora de costurar o negativo no papel craft, usando os tracejados como espaços para os pontos da linha. Fazer isso dos dois lados. (4) Por fim, basta colocar o photobooth cortado dentro do conjunto papel craft + negativo. Quem quiser, também pode colar as fotos no papel craft antes de costurar, mas o legal de fazer do outro jeito é poder trocar as fotos sempre que quiser, sem precisar fazer um novo suporte.


Quem aposentou as câmeras analógicas e há tempos não convive mais com filmes fotográficos pode procurar em casa alguma tirinha reminiscente dos álbuns antigos (cuidado só para não perder nenhum negativo importante). Ah... uma dica: eu usei linha verde para que a costura ficasse bem visível nas fotos, mas quem optar por linha preta ou marrom, num tom meio sépia, vai camuflar bastante o traçado dos pontos e descaracterizar menos o negativo. Espero que vocês gostem e façam suas tentativas!

DIY: Gato-Coelho de Feltro


A ideia era criar um projeto para a Páscoa, mas quando os supostos "coelhos" ficaram prontos... Quem diz que não são gatos? Na linha dos "animais híbridos de feltro" (tipo, o passarinho-coruja que, na opinião de alguns, também parece um urso) e dos DIY de nomes muito estranhos (quem acompanha o blog já conhece o meu talento - ou falta de - para nomear os tutoriais de modo bem exótico), surgiram então esses gatos-coelhos super fofos!


(1) Quem fez o passarinho de feltro (ou coruja, ou bicho-estranho-que-parece-um-urso, como queiram!) vai tirar esse DIY de letra! Os materiais são os mesmos - pedaços feltro de duas cores diferentes, linhas coloridas, tesoura, agulha e algodão - e os procedimentos são até mais fáceis. (2) A primeira coisa a fazer é cortar as duas peças que compõem o corpo do gato-coelho e os detalhes das orelhas, rabo e cabeça, a partir dos pedaços de feltro. Quem quiser, pode usar o mesmo molde que eu usei, disponível para download nesse link aqui. (3) Em seguida, é hora de bordar o desenho do rosto (eu desenhei os olhos e o focinho no verso do tecido e usei o traçado como orientação para a costura) e pregar todas as partes no corpo. (4) Depois, é hora de costurar os dois lados do corpo e, antes de terminar, preencher o animalzinho com algodão. Por fim, basta arrematar a costura!


Eu também aproveitei pedaços de fita e retalhos de feltro para enfeitar os gatos-coelho. Fiz dois pares e usei detalhes diferentes para dar identidade a cada um (afinal, essa indefinição de espécie já basta para provocar problemas existenciais nos coitadinhos) Espero que vocês tenham gostado e tentem fazer suas próprias versões! Ah, e preparem-se para os próximos animais híbridos de feltro... Parece que tem uma raposa-tamanduá prestes a aparecer por aqui (rs!) 

Download: Hipster Easter


Semana passada, prometi aqui no blog uma série de printables fofos e originais para a Páscoa, lembram? Um dos modelos finalmente ficou pronto e agora já está disponível para download! Fiz um desenho bem simples porque ainda não sou nem um pouco profissional nessa arte de desenhar no computador, mas vale como uma primeira tentativa né? A ideia foi fazer um desenho inspirado na frase "Happy Hipster Easter" (repita cinco vezes, bem rápido) e aí surgiu essa menininha com orelhas de coelho, que bem poderia ser uma versão da Alice do País das Maravilhas da animação da Disney - mas só percebi isso depois que o desenho já estava quase pronto!


O desenho originou duas peças: uma folha inteira de gravura, para quem quiser usar a imagem como poster, e uma folha com dois cartões, para imprimir, recortar e dedicar aos amigos. Os desenhos estão na vertical e em formato PDF, mas se alguém preferir a posição horizontal ou o arquivo JPG (afinal, a menininha não necessariamente precisa ser impressa para se tornar um mimo de páscoa), basta clicar na imagem aí de cima, em alta definição, e salvar como arquivo. Não testei, mas acho que dá certo como papel de parede também, para quem quiser ver a Hipster-Alice-Easter de pertinho no desktop até a Páscoa!


Ah... É importante avisar que as cores do arquivo digital e as cores da impressão são levemente diferentes, porém muito aproximadas. Achei que desenho impresso tem menos contraste do que eu gostaria (eu ainda me confundo com a luz da tela do computador na hora de definir as cores), mas as fotos que aparecem nesse post ficaram clarinhas demais e também não são parâmetro do resultado final. Eu imprimi em papel couché, que é meio brilhante, e numa gráfica ruim - detalhe que fiquei sabendo disso depois que a impressão já estava pronta - e aí as cores ficaram super alteradas. Com papel matte e uma impressora a laser bem calibrada, o resultado deve ficar muito melhor! Enfim, espero que vocês gostem, baixem os arquivos e usem bastante! Download da versão poster aqui e da versão cartão aqui.

Download: Mimos de Páscoa


A Páscoa está chegando e claro que teremos muitas coisinhas relacionadas ao tema aqui no blog! Enquanto os DIY e printabes temáticos e originais - sim, muitas novidades nesse segmento! - não vêm  achei legal compartilhar mais alguns achados freebies do Love vs. Design (já contei sobre as fofuras de lá aqui, lembram?) Dessa vez tem embalagens fofas e estilosas para guloseimas de Páscoa: cartões para enfeitar os saquinhos de chocolates e etiquetas para decorar cookies!


Os links para download são esse aqui, para os cartões dos chocolates, e esse aqui, para as tags de cookies, O primeiro foi especialmente preparado para as festividades e tem uso restrito para os próximos 15 dias. Já o segundo não foi feito para a ocasião, mas serve demais para quem está pensando em alternativas para presentes de chocolate na Páscoa (eu sou das raras pessoas no mundo que não se importa muito com chocolate, então fiquei super animada com a ideia de escalar os cookies para a Páscoa). Anyway, deixo vocês se divertirem com os printables do Love vs. Design... Mas só enquanto termino de fazer os imprimíveis do Road Trip! 

Clipes de papel



Quer coisa mais fofa do que animação stop motion com papel? Hoje eu descobri um canal do Vímeo que é o paraíso para quem gosta de videozinhos desse tipo: o Construction Paper Animation. Lá tem vídeo de tudo quanto é assunto - entre videoclipes, peças de propaganda televisiva, desenhos infantis e animações hipsters - mas tudo feito com milhares e milhares de pedacinhos recortados de papel, sem nenhum efeito adicional. Só de pensar no trabalho que dá pra fazer cada stop motion desses, até os mais sem-gracinhas dos vídeos postados no Construction Paper Animation parece incrível, mas alguns realmente se superam e ainda apresentam conteúdos super bacanas que vão além das animações!



Selecionei esses dois clipes que ajudam a dar uma ideia do que eu entendo por "super bacanas"! O primeiro, feito para a música "Love is making it's way back home" do novo disco do cantor Josh Ritter, é fofo demais e ilustra uma historinha de amor com final feliz - como já anuncia o próprio nome da canção que, aliás, é uma graça! O segundo, que pode muito bem entrar na categoria "morra de fofura" das garotas geeks, é a versão mini da trilogia StarWars feita de papel para animar o clipe da música  "Tatoine" do cantor Jeremy Messersmith. Mais cuti-cuti impossível... Lembrando que tem muito mais coisas legals/fofas assim lá nesse canal do Vimeo. Confiram!

Sketches - Cecília Murgel


É uma coisa meio "tipos de pedante" que a maioria das indicações e links postados aqui no Road Trip seja de de artistas estrangeiros. Mas se tem alguma coisa que eu possa dizer pra atenuar a situação é que, infelizmente, acaba sendo bem difícil encontrar canais de divulgação do trabalho de artistas brasileiros! Em buscas errantes pelo Flickr, encontrei - por pura sorte! - os sketches de Cecília Murgel, ilustradora paulista que gosta de desenhar menininhas fofas e melancólica e mantém cadernos e mais cadernos de "rabiscos" (entre muitas aspas) lindos na sua galeria por lá.


Eu realmente nunca tinha visto nada do trabalho de Cecília, mas é provável que alguém por aí tenha identificado alguns de seus desenhos na coleção Joy & Peace da papelaria Joy Paper. Ela também ilustra revistas e livrinhos por aí afora, quase sempre retratando temas bem girlie. Seu traço e a escolha das cores me lembram as ilustrações infantis dos anos 1970 - principalmente as bonecas de chapéus e vestidos esvoaçantes de Sarah Key - e olhar pra elas me vez viajar para lugares muito remotos da infância!


Os sketches de Cecília me causaram essa nostalgia boa e ainda não me cansei de vasculhar os muitos álbuns cheios de desenhos fofos que a moça mantêm constantemente atualizados no Flickr. Ela também tem dois blogs: o quase nunca a vida é um balão, mais pessoal, e o desenhos e afins, onde mostra seus trabalhos. Quem curtiu os desenhos desse post vai gostar de dar uma passeada por esses lugares. Mas já aviso: quem foi criança nos anos 80 pode ser acometido de muita saudade dos álbuns de figurinha Sonhos Dourados! Menos mal que dá pra comprar posters de Cecília Murgel e colocar na parede no quarto... 

Vivendo em... The Wonders


Muito antes dos garotos do Restart aparecerem na mídia, uma outra one-hit-band fez todos os adolescentes do seu tempo desejarem desesperadamente um par de Ray-Ban Wayfarer: os Oneders, ou Wonders, como se tornaram famosos! No longínquo ano de 1996, o filme The Wonders - O sonho não acabou conquistou uma geração inteira e posso apostar que até hoje muita gente ainda não conseguiu parar de cantarolar "That Thing you do", a música-chiclete que quase ganhou o Oscar de melhor canção original e virou faixa obrigatória nas mixtapes de festinhas dos late 90's!


O filme é ambientado no início da década de 1960, quando a beatlemania tinha acabado de chegar aos Estados Unidos. Na história, o empresário Mr. White, vivido por Tom Hanks (que também é diretor e autor do roteiro), vislumbra num grupo de "quatro garotos da Pensilvânia" a possibilidade de lançar a versão americana do iê-iê-iê britânico. Com a ajuda do baterista T.B. Player que reinventa a balada original dos Oneders com uma pegada jazz, "That Thing you Do" se torna um sucesso instantâneo e chega ao topo da Billboard. Em paralelo, há um triângulo amoroso entre a personagem Faye Dolan (vivida por Liv Tayler, linda de morrer aos 19 aninhos) namorada do vocalista Jimmy, e o guitarrista Shades, além das muitas confusões envolvendo o baterista T.B. Player - o patinho feio da banda que, no fim das contas, consegue alavancar todo o grupo ao estrelato.


A história não é das mais incríveis, mas The Wonders é sem dúvida um daqueles filminhos divertidos de Sessão da Tarde que não se fazem mais hoje em dia! E no que diz respeito à estética, o impacto visual que o filme causa chega a dar calafrios em quem curte a vibe adolescente dos anos 1960. Afinal, vale lembrar que o período foi o ápice da "invenção da adolescência" nos Estados Unidos e o filme, com seu enredo teenage-indie, acerta em cheio na caracterização desse momento histórico. Nem vou perder tempo falando aqui do estilo musa-wannabe da personagem Feye, que é uma fonte de inspiração e tanto para um estilo preppy (os penteados e acessórios de cabelo de Liv Tyler no filme renderiam um post a parte de tão maravilhosos, isso sem falar dos vestidos...) Também não vou falar da trilha sonora do filme, que é suuuper fofa! É melhor deixar vocês com a boa e velha listinha de inspirações da tag "vivendo em...", com mais referências ao filme depois do jump!

Download: Wallpapers lindos do Kuvva


Depois dessa, acho que nunca mais vai ser preciso postar sobre dicas de sites legais para download de walpapers (inclusive, sabotando o meu próprio projeto dos calendários mensais)! O Kuvva: Visual Awsomness é o lugar definitivo para encontrar as melhores imagens - em todas as resoluções possíveis - para mudar a cara do desktop. Ah, e o site ainda tem uma vantagem a parte para os usuários do twitter: a opção de templates para perfis. Basta entrar, fazer um cadastro rápido e escolher


A ideia dos criadores do Kuvva é transformar a tela dos desktops em espaços criativos e cheios de vida, então a missão do site é reunir e disponibilizar o trabalho de artistas, fotógrafos e ilustradores que queiram contribuir gratuitamente para enriquecer a galeria de downloads. Ou seja: qualquer pessoa que produza imagens bacanas pode contribuir com essa rede colaborativa. Para os criativos, é ótima maneira de divulgar trabalhos e, ao mesmo tempo, ajudar a espalhar um pouco de beleza pelo mundo! E para quem não se arrisca nessa área, o site funciona como uma fonte quase inesgotável de imagens inspiradoras.


Para fazer os downloads , basta entrar no site, preencher um formulário rápido de inscrição e se jogar loucamente na escolha. Pelas três imagens que selecionei com muita dificuldade entre centenas, dá pra ter uma noção do que eu quero dizer com 'loucamente'! É que tudo por lá é tão lindo, que fica difícil não surtar... Já vi muito mais arquivos do que deveria e ainda não consegui me decidir por um novo wallpaper.

DIY: Cadarço de fita rendada


Há tempos eu queria encontrar cadarços de renda para animar um pouco a aparência dos meus tênis surrados. Vi a ideia certa vez em algum lugar na internet e, na época, fiquei pensando que uma coisa bonita assim logo viraria moda e seria vendida em lojas legais. Pois não é que o tempo passou e os tais cadarços rendados nunca apareceram no mercado? Vai ver que só eu gostei... De qualquer jeito, resolvi fazer a minha própria versão DIY e, caso alguém mais por tenha curtido, eis aqui o tutorial completo!


(1) Não há mistério em fazer cadarços! Basta ter um cordão (que, no caso, será uma fita de renda feita de nylon) e um pedaço de arame para transformar em passador. Quem tiver alicate para bijuteria e ferramentas afins pode usa-las para obter um resultado mais perfeitinho. (2) Antes de começar, é preciso cortar a fita de renda e o arame em medidas suficientes para fazer um par de cadarços. 60 a 70cm é um bom tamanho para os pedaços fita (na dúvida, é bom usar um cadarço 'de verdade' como referência) e 8cm de arame dão bem para fazer os passadores. (3) O trabalho todo está em primeiro envolver uns 2cm de arame esticado na fita de renda. Esse será o eixo para o passador e servirá de apoio para enrolar o restante do arame. (4) A seguir, é só ter um pouquinho de paciência para dar voltas e mais voltas ao redor! No começo, pode ser interessante usar o passador de um cadarço 'de verdade' para dar a primeira volta no arame para moldar. Depois, basta enrolar com cuidado para deixar as voltinhas bem próximas umas das outras e cortar as pontinhas de tecido ou arame que possam ter sobrado no final.


Não vou dizer que é fácil, mas também não é nada complexo! Quem tiver ferramentas apropriadas vai passar menos trabalho e provavelmente chegar a resultados melhores, mas dá pra fazer tudo manualmente e elaborar um cadarço de renda bem usável. Vou tentar melhorar a técnica de enrolar (os meus passadores ficaram meio toscos, de fato!) e usar fitas de outras cores e espessuras. Mesmo assim, já aposentei os cadarços de cordão velhos e sujinhos e amanhã vou estrear os meus novos lacinhos. Espero que vocês tenha gostado e tentem fazer por aí!

Featuring: Ashley Goldberg


Comecei um curso de design gráfico semana passada e agora estou sendo iniciada nos mistérios do desenho no computador. Mal posso esperar até conseguir fazer ilustrações complexas em bitmaps, mas enquanto esse dia não chega, tenho procurado me inspirar em trabalhos digitais bacanas, como os que a americana Ashley Goldberg faz. Poucas cores, formas simples, temáticas usuais. Resultado: imagens lindas e sentimentais na medida certa!


Claro que ainda vou ter que aprender muito do bê-a-bá do Photoshop até conseguir manipular imagens com esse grau de precisão. Afinal, não é sem esforço que os desenhos aparentemente simples de Ashley conseguem ser tão expressivos! Além de usar combinações perfeitas de tons, a moça ainda enriquece o potencial comunicativo das cores com texturas que, de quebra, deixam seus trabalhos com um aspecto vintage super aconchegante. Em algumas imagens como essa aí de cima, os fundos ganham grafismos que parecem ter sido desenhados à mão e deixam as ilustrações bem ricas, sem perder a simplicidade.


Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho de Ashley pode visitar seu site oficial, seu blog ou sua loja no Etsy - como sempre! Pode ser que nem tudo pareça assim tão simples quanto eu estou descrevendo, mas os desenhos são sempre agradáveis e fáceis de perceber, mesmo quando têm muitos elementos. Mais uma prova de que a ilustração é um dos domínios em que não é preciso muito para fazer coisas bem lindas. Fica a reflexão enquanto eu avanço lentamente nesse nada simples mundo do desenho digital!

Achados do Etsy: Conilab


E se o assunto de hoje é cor (na verdade não, mas eu precisava de um mote para começar a escrever o post, então fica sendo), vale a pena compartilhar mais um achado do Etsy: as gravuras vibrantes e moderninhas da ConiLab. Tá bem que quadros com frases curtas e interessantes, escritas em fontes bacanas e com recursos visuais misturados à mensagem já não são nenhuma novidade e estão aí ocupando o posto de super tendência de decoração low budget. Mas o que faz com que essa moda se sustente e continue sendo legal a ponto de justificar que os produtos do ConiLab ganhem um post é o potencial "motivação instantânea" que esses impressos produzem!


Sabe quando falta foco e vontade de trabalhar? Ou quando o tédio virou mau-humor e tudo fica insuportavelmente chato? São nessas horas que as frases super animadoras do ConiLab justificam todo o hype ao redor dos letreiros decorativos. Afinal, nada melhor que um lema inspirador para lembrar que a vida é colorida, ou que o trabalho pode ser legal quando tudo ao redor parece dizer o contrário! Aí que as frases nas gravuras acabam ajudando a criar ambientes estimulantes e cheios de personalidade.


Coni, a designer espanhola por trás das produções do ConiLab, sabe do poder encantador/motivador dos mottos e faz questão de explicar o significado que abstrai de cada uma delas na descrição dos seus produtos. Ela explica também que todas as peças são produzidas artesanalmente através de serigrafica e embora sejam reimpressões, todas as gravuras acaba ganhando características peculiares! Foi o jeito que a moça encontrou de dizer que cada um dos seus clientes é único e especial, sem ter que criar mais um lema motivador. Achei uma graça!

Pantone Comestível


Os guias Pantone nada mais são do que cartõezinhos de demonstração de cores impressas em papel que devem servir de orientação para quem produz peças gráficas no computador (afinal, as cores com o brilho da tela tem um aspecto bem diferente das cores impressas). Mas por alguma razão que só os designers podem explicar, as cartelas coloridas viraram tendência e passaram a servir de inspiração para os produtos da linha Pantone Universe e genéricos. Foi nessa vibe que a francesa Emilie Guelpa, autora do blog Griottes, resolveu criar uma paleta culinária inspiradas nas cores Pantone. O resultado é essa belezinha aí!


A moça escreve sobre sua paixão por comida e cores e posta fotos sempre incríveis sobre a mística que existe entre as duas coisas. Seu blog traz montes receitas (bem francesas e sofisticadas, aliás) listadas por cor e inclui também dicas de decoração temática para cada uma delas. Para as paletas Pantone, Emilie usou frutas frescas, confeitos e glacê montados sobre um suporte de massa comestível. Tudo lindo, colorido e - muito provavelmente - delicioso!


Recomendo demais uma passeadinha pelo Griottes a quem interessar ver o resto das fotos Pantone em tamanho ampliado. A visita também vale para ver mais fotos maravilhosas de comidas (ou ver mais fotos de comidas maravilhosas) que servem como super inspiração para quem se aventura na cozinha e gosta de postar imagens das suas criações nas redes sociais. Fica a dica!

Vivendo em... Lost in Translation


Já repararam que Lost in Translation é um dos raros casos em que a tradução do título para o português simplesmente não pegou? "Encontros e desencontros" é o nome adaptado para a cópia nacional, mas muita gente (inclusive eu) ignora o fato. Talvez porque não seja tão difícil abrir o dicionário inglês-português e descobrir que a tradução literal faz muito mais sentido...


O filme conta a história de Bob Harris (Billy Murray), um ator de meia-idade que vai a Tóquio para estrelar uma campanha publicitária e lá acaba conhecendo Charlotte (Scarlet Johanson), que está na cidade para acompanhar o marido, um jovem fotógrafo que passa seus trabalhando em outras cidades no interior do Japão. A princípio, eles não experimentam nada em comum além do fato de serem dois americanos em Tóquio, mas a medida que a relação entre eles se aprofunda, Bob e Charlotte percebem que têm muito mais afinidades. Ambos se sentem perdidos e sem um propósito - Bob porque perdeu a esperança em si mesmo e se sente decadente, e Charlotte porque ainda não conseguiu encontrar o momento certo de começar a viver de verdade - e experimentam a estranha e assuntadora sensação de não fazerem parte do lugar onde estão.


E aí que "lost in translation" descreve aquilo que se perde na tradução: o que se esvazia de sentido quando transladado para uma cultura exótica e impenetrável como a japonesa. E a estética do filme, lindamente elaborada por Sofia Coppola, explora justo o vazio da imensidão pálida de Tóquio - uma cidade cheia de informação, mas que não diz nada para Bob e Charlotte. Daí que a cidade e a cultura japonesa acabam ganhando status de personagem na trama e isso transforma a construção imagética de Lost in Translation numa coisa muito importante para entender e gostar do filme. Claro que esse é o mote para as referências estéticas que vêm a seguir, logo após o jump... Dessa vez, fiz uma seleção de três blogs legais escritos por estrangeiras que vivem no Japão e contam (principalmente através de imagens) A seguir, um guia de inspirações para  um pouco do que é viver num país tão distante.

As playlists do 60's


Quando publiquei aquele post sobre as mixtapes ilustradas do Ten Paces and Drawn, descobri que muita gente também tem preguiça de procurar e baixar músicas na internet . Para a solução dos nossos problemas, existem pessoas boas que se dedicam abnegadamente a selecionar playlists bacanas e coerentes (um atributo importante quando o assunto é seleção musical, já que a esquizofrenia é bem comum nesse segmento). É o caso dos meninos por trás do 60's playlist! O propósito do blog é publicar mixtapes aleatórias compostas pelos colaboradores do projeto ou por qualquer um que tenha uma lista de músicas legal. A ideia é compartilhar playlists de qualquer gênero com a única exigência de durarem entre 59 e 60 minutos!


Como se as mixtapes prontinhas para ouvir já não fossem legais o suficiente, cada uma delas ainda ganha um gif/capa que faz referência à seleção e contextualiza as músicas em relação ao estilo ou à vibe que evocam. Às vezes, o autor da playlist também escreve um pequeno texto explicando os porquês das suas escolhas - pra não deixar dúvida sobre o que vem pela frente depois do play! Recomendo aos preguiçosos favoritar, curtir, seguir e explorar os arquivos 60's playlist. E quem não se enquadra na categoria bem que podia se animar e fazer uma playlist bonita para compartilhar por lá! Um dia, quando eu criar coragem, juro que faço a minha!

Photobooths Animados


Eu queria mesmo conseguir realizar a ideia de um photobooth super bem elaborado na minha próxima grande festa. Mas desde que disse isso pela primeira vez, já se passaram o Natal, o Reveillon e o Carnaval sem que eu tivesse amigos dispostos a serem fotografados em poses exóticas, vestindo acessórios levemente ridículos e embarcando numa vibe engraçada. E minha dor-de-cotovelo só aumentou desde que descobri o photobooth animado que aparece nos gifs aí de baixo - o que elevou o conceito a um patamar infinitamente superior!


photobooth pro (ou protobooth, como a ideia foi oficialmente chamada) foi colocado em prática na festa de fim de ano da agência DK de Seatlle e foi divulgada no site da própria empresa, com direito a behind the sceenes mostrando o processo de elaboração do cenário, montagem das câmeras e operacionalização dos efeitos esperados para as animações. Claro que tudo parece dificílimo de fazer fora de um estúdio fotográfico mega equipado - e é certo que a festa da agência foi feita no escritório por essa razão -, mas quem sabe uma versão toscobooth caseira não funciona? A quem interessar, fica a dica de como fazer!


Três câmeras, preferencialmente do mesmo modelo, afixadas em tripés de mesma altura (ou, já que é toscobooth, em cima de um móvel alto) e focando a mesma cena, só que em enquadramentos levemente diferentes. Reparem que as três câmeras registraram exatamente o mesmo momento - já que os timers estavam sincronizados - mas captaram a cena de maneiras distintas. Depois de reunidas em um gif, viraram um segundo condensado em três perspectivas, o que me parece uma ideia muito, muito legal! Se não der pra montar o esquema com três câmeras, vale tirar fotos sequenciadas com uma câmera só e criar um gif ilustrativo do movimento, o que fica levemente diferente, mas também funciona para animar os photobooths-toscobooths! Acho que vale a pena tentar (principalmente se vocês tiverem amigos inspirados e fotogênicos)... 

Sketches - Natalie Ratkovski


Quem curte espionar o processo criativo de gente interessante não pode ignorar o potencial voyerístico (será que existe?) dos grupos de sketchbook e afins do Flickr. Tem tanta coisa bacana por lá que é possível perder horas e mais horas olhando os livros de rascunho de artistas do mundo todo! Uma boa maneira de conhecer o trabalho de gente nova e manter as ideias sempre alimentadas por referências inspiradoras. Passeando por lá hoje à tarde, encontrei os cadernos de desenho Natalie Ratkovski, ilustradora e designer gráfica alemã que faz trabalhos incríveis e mantem os travel journals mais legais que já vi!


Os caderninhos que Natalie usa para criar seus diários de viagem fazer até o mais bem feito dos Moleskine City Guides morrer de vergonha existir! É que o talento artístico da moça, aliado a uma paciência sem fim para colecionar cacarecos de viagem, reuni-los em arranjos harmoniosos e ilustrar com esmero dezenas de páginas para colá-los não é comparável nem mesmo aos melhores guias de viagem de que se tem notícia. Se vocês acham que eu estou exagerando, recomendo uma olhada nos travel journals que Natalie fez para suas andanças por MaiorcaParisBolonha e Ilhas Canárias. É de surtar com tanto capricho!


Quem curte scrapbooking, especialmente, vai se deliciar com cada página desses caderninhos de viagem, mas recomendo a visita aos álbuns sérios de Natalie no Flickr por qualquer pessoa que goste de sketches (há dezenas de outros cadernos cheios deles por lá!), ilustração e arte. Fica a dica também para explorar o blog da artista. Tanta coisa bem feita, que dá até pra entender como sobrou talento para fazer travel journals tão perfeitos só por hobbie!

DIY: Apanhador de Sonhos


Não sei por influência da menina-lobo do calendário de março, ou das ilustrações inuits de Sandra Dieckmann, resolvi experimentar um projeto novo e absolutamente inusitado esse fim de semana: um apanhador de sonhos! Há tempos tenho vontade de ter um e quando me deparei com esse tutorial elaborado por índios americanos de verdade (e divulgado pelo Geninne´s Art Blog), achei que era o momento de fazer o meu. Não posso dizer que se trata de um DIY simples - pelo contrário.. Quem se arriscar a seguir esse tutorial vai ter que dispor de materiais estranhos, tempo e muita paciência. A recompensa, no entanto, pode fazer o esforço valer à pena: diz a lenda que os dreamcatchers filtram os pesadelos e deixam passar só os sonhos mais bonitos!


(1) Para fazer um desses é preciso ter: graveto que possa ser moldado em formato circular ou ovalado sem se quebrar (melhor escolher um galho ainda verde e mantê-lo amarrado por uns dias), fio metálico maleável ou arame e penas naturais. Outros enfeites como conchas e pedras também são bem vindos! (2) A primeira coisa a fazer é amarrar as extremidades do graveto com algumas voltas de fio metálico, para garantir que o formato desejado se mantenha. (3) Em seguida, é hora de começar a tecer a rede, enrolando o fio metálico no galho, com espaços entre uma volta e outra. (4) É preciso repetir o movimento até completar a primeira volta.


(5) Depois, é o momento de começar a segunda volta. O mesmo movimento de enrolar o fio metálico ao redor do galho vai ser feito agora ao redor dos próprios pedaços que surgiram do espaçamento da primeira volta. (6) Seguir dando "voltas dentro de voltas" até atingir o centro do circulo ou perder completamente a paciência - como aconteceu comigo! (7) Depois, é chegada a hora de prender as penas ou demais acessórios. Tudo muito simples: é só enrolar o arame ao redor da extremidade da pena e fazer um gancho que a prenda ao galho. (8) Repetindo isso com todas as penas ou demais enfeites, o apanhador de sonhos estará pronto!


O maior problema na elaboração desse DIY - ou seja, o que me fez perder completamente a paciência e quase dessitir! - é que o fio metálico que eu encontrei não era maleável o suficiente para fazer curvas e nós e acabou quebrando várias vezes. Até tentei substituir o material por linha encerada, mas tudo ficou ainda mais difícil! De qualquer maneira, acho que qualquer dos dois materiais serve para fazer a trama da rede e o bom resultado, como tudo na vida, é só questão de prática. Fica a dica para um projeto super natural, cheio de identidade e que - quem sabe? - pode ser o antídoto contra noites mal dormidas. Praticamente um sleep cycle, só que sem os gráficos para monitorar (obsessiva-compulsivamente) o sono!

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