Pin ups


As pin-ups são um dos ícones da cultura pop e é inegável a influência que essas mocinhas exuberantes e ultra femininas exercem sobre o nosso imaginário, não é mesmo? As divas feitas de papel e tinta são um arquétipo de sensualidade que orienta o comportamento e o estilo de muitas mulheres (ainda mais agora, que Katy PerryAmy Winehouse e Dita von Teese encarnaram as pin-ups modernas e fizeram toda a indústria da moda voltar atenções para a tendência).


A mística ao redor das pin-ups é tanta, que a gente acha que todas as mulheres da década de 1950 eram como as divas de cinturinha fina, boca carnuda e pele aveludada que os desenhos retratam (bom, pelo menos, eu acho!). Por isso, adorei ver as fotos das modelos reais que inspiraram o famoso pintor americano Gil Evlgren, um dos mais famosos ilustradores de pin-ups...


Como os desenhos não tem compromisso algum com a realidade das fotos, dá pra perceber que a perfeição das figuras era mesmo fruto da imaginação do famoso criador de pin-ups... A vida real é bem menos "creamy" que as pinturas, claro! Mesmo assim, as modelos de verdade são lindas e muito parecidas com as representações, o que dá uma dimensão bem real da sensualidade das pin-ups, né?


Quem quiser ver mais fotos (há mais de 900!!!) é só clicar aqui.

Mônaco

Todo mundo cria imaginários sobre certos lugares. Um dos meus lugares-reais-imaginários favoritos é Mônaco. Aliás, o único Grande Prêmio de Fórmula 1 que eu gosto de ver é o de lá, não pelos carros, mas pelos super iates atracados no porto que fica diante da pista. Eu totalmente me vizualizo em um deles, de vestido branco e chapéu, tomando champanhe no deck.


O principado fica no sul da França e tem um pouco de tudo que a gente gosta (pelo menos eu gosto!): princesas barraqueiras, ricaços, cassinos e um glamour atemporal. Enquanto penso em Mônaco, aproveito para ir juntando meus dólares e polir minhas jóias (a.k.a dinheirinho suado e bijoux ricamente adquiridas no centro da cidade) antes de visitar a minha quase chará Caroline Grimaldi...

Cupcake addiction

"Meu nome é Jub, tenho 27 anos e sou viaciadas em cupcakes"... É difícil dizer quando o vício começou, porque não me lembro exatamente quando comi o primeiro. Tenho a vaga impressão que foi em NY em 2008... mas parece que faz mais tempo! É como se eu tivesse comido cupcakes a vida inteira!


Depois do primeiro não parei mais e a cada viagem tenho me entupido sistematicamente dessas delicinhas de origem anglo-saxônica (oi? tentando ser chique?). Em NY comi um no metrô (um cupcake viralata, mas muito bom) e dois da Magnolia Bakery (a doceria favorita da Carrie, do "finado" Sex and The City). Na Alemanha, amiguinhas norte-americanas fizeram cupcakes prá mim. Foi lindo comer os bolinhos quentinhos, com o buttercream derretendo por cima (suspiros!). Sim, porque cupcake que é cupcake é coberto por uma vertiginosa camada de buttercream. Não aceite imitações!


Já detonei uns cupcakes europeus, outros tantos em Recife, em Sampa, em Miami, no Rio... A cada viagem vou acumulando milhas em cupcakes. Basta ver uma forminha, um bolinho e lá está a Jub, em busca do cupcake perfeito! Para selar este amor estou também em busca de um pingentinho de cupcake. Aceito indicações de ambos: qual é o seu cupcake favorito? quem sabe onde vende um pingente de cupcake guti-guti e delicadinho?


Extra, extra!!! Os primeiros registros de algo parecido com um cupcake são de um livro de receitas dos EUA, em 1796. Na Inglaterra este bolinho se chama fairy cake, algo toscamente traduzido como "bolo de fada", pois bolos tão pequenininhos seriam perfeitos para as fadas comerem (own, que gracinha!). Aliás, tem uma musiquinha fofa do Paul McCartney sobre jardins ingleses, chá e fairy cakes... Sonho de consumo, comer fairy cakes (como diz o Paul) "every sunday morning".

BR 232

A maioria das pessoas pega estrada só para viajar. A maioria... Todos os dias eu pego a BR 232 que liga Recife e Caruaru para ir trabalhar. Eu podia dizer que estou enjoada, mas vira e mexe pego a BR para passear. Nos dois casos, adoro apreciar o percurso.


Considerando que vou à Caruaru umas 4 vezes por semana (no mínimo) e que tenho feito isso durante os últimos 5 anos, dá cerca de 960 viagens. Sem contar os dias de passeio! Durante este tempo todo, contando ida e volta são mais de 250.500 Km! Só para ter uma ideia, da Terra à Lua são 384.405Km! Parece muito (e é!), é bem cansativo também. Mas é melhor do que ficar preso no trânsito. Na BR tenho um entorno maravilhoso – árvores, plantações, vales e montanhas –, ar puro, borboletinhas amarelas cruzando a rodovia, um pôr-do-sol incrível no verão, noites estreladas, etc, etc.


Particularmente, eu gosto muito de dirigir na estrada, nesse sentido adoro a BR 232! Basta colocar uma boa trilha sonora, sentir o motor e pegar a reta em direção ao litoral ou ao agreste. Quando pensamos em viajar, geralmente o foco maior é no destino. Mas sinceramente, nada como pegar a estrada! Como se diz em inglês “happiness is a journey, not a destination” e minhas jornadas pela BR 232 me fazem um bocado feliz !


PS: Você não precisa trabalhar em Caruaru para fazer este trajeto – embora a rodovia, por ser a principal rota de desenvolvimento do estado seja usada diariamente por muitos trabalhadores, tendo Caruaru ou outras cidades como destino – mas ele é essencial para conhecer o interior de Pernambuco, dando acesso a cidades como Bezerros (famosa pelo carnaval dos Papangus), Bonito (reduto de cachoeiras e ponto privilégiado para a prática de rapel), Gravatá (os pernambucanos adoram esta cidadezinha para curtir um “frio”), Caruaru (a Capital do Forró!), Garanhuns (alem de ser lindinha, a cidade conta com um animado festival de inverno em junho e um festival de jazz em fevereiro) e Nova Jerusalém (onde acontece o espetáculo da Paixão de Cristo, naquele que é considerado o maior teatro ao ar livre do mundo!). Estas cidades recebem mais visitantes locais e em alguns casos a infraestrutura turística não é das melhores (aliás este é um problema nacional, a Nina até falou disso em outro post). Vale a pena arriscar! O interior de Pernambuco é rico em belezas naturais, cultura popular, artesanato e comidas típicas e a BR 232 é caminho para muitas surpresas boas!

How Cute! Óculos vintage...


E já falei bastante sobre a minha ida ao "Caminho dos Antiquários" e as coisas legais que eu encontrei por lá, mas ainda não mostrei os meus achados! Dessa vez, comprei só um óculos. A armação tem lentes claras, mas vou transformá-la em sunglasses. Por enquanto, mal consigo colocá-la no rosto porque a ex-proprietária era uma pessoa quase cega, gente! O grau de correção é tão alto que eu tenho dor de cabeça só de experimentar os óculos, hehehe! Então, em vez de fazer fotos com a minha nova compra, resolvi usar a criatividade e fazer diferente... Fiz esse desenho fofo para servir de modelo de óculos!


No sábado, eu comprei esse modelo com lentes e armação claras. O outro óculos, com lentes escuras, também foi comprado na mesma feirinha de antiguidades há uns 3 anos atrás. Na época, fiz tudo direitinho: troquei as lentes (aproveitei e coloquei corretivas, já que EU também sou cega, hehehe) e fiz uma revisão geral na armação. Os óculos ficaram perfeitos e foram os meus favoritos por muito tempo!


How cute?

American Sweethearts


Hoje, olhando o blog da Arrow & Apple,  me dei conta (entre um own e outro) de que estamos há 20 dias do Dia dos Namorados! (a exclamação, nesse caso, exprime um mini surto!) A A&A é uma empresa de fotografia de Seatlle, especializada em retratar casamentos, casais e famílias de um jeito muito, muito fofo. Juro que se eu conhecesse algum fotógrafo capaz de produzir clicks assim, contrataria hoje mesmo... Porque esse 12 de junho será uma data realmente especial para mim (suspense! depois conto mais a respeito) e eu queria fazer fotos lindas como essas com o meu boff!


O trabalho da A&A não poderia ser mais americano! Quem tiver a curiosidade de conferir outros photoshoots no site vai se deparar com casais jovens brincando na neve, famílias caminhando em campos de algodão, ou aquelas fotos de casamento em que as damas de honra, os padrinhos e os noivos vestem roupas parecidas, em degradê de cores, posando num cenário rural... A princípio, algumas locações são bem fake mesmo, mas dá pra perceber que a alegria das pessoas é espontânea e que a tentativa de retratar o amor e a felicidade (à l'americaine) dá muito certo!


Aliás, os americanos têm essa cultura de sessões de fotos planejadas, para retratar situações da vida (relativamente) comum. Aqui no Brasil, a maioria das pessoas tem o hábito de contrata fotógrafos em datas realmente especiais, tipo festas de 15 anos e casamentos. Uma pena, porque mesmo nesses tempos de proliferação de imagens, as vezes é bem difícil produzir um click que capte a aura de um momento... Fiquei super contagiada com o clima divertido das fotos e queria muito tentar algo assim para esse Dia dos Namorados especial. Own...



Viagem dos sonhos...


Alguém pode me dizer quão absurdas são essas fotos da italiana Maia Flore? A série "Sleep Elevations" é absurdamente linda, absurdamente surreal, absurdamente inspiradora. Vocês não acham? Não consigo imaginar como as imagens foram produzidas e é óbvio que há um trabalho hercúleo de montagem (super bem feito, aliás). Anyway, já que quase todas as fotos que a gente vê receberam algum tipo de tratamento tecnológico e não chegam nem perto de um resultado tão incrível, acho que o trabalho de Maia está mais para arte digital do que para fotografia!


Eu já me imaginei na situação das fotos milhares de vezes, porque há certos momentos em que tudo o que a gente mais quer é que um balão gigante ou uma nuvem insólita nos carregue para qualquer lugar (ou para o lugar onde a gente quer ir). Além desta série, Maia também tem outros trabalhos absurdos. "Maia och Flore", por exemplo, é igualmente surreal e me fez lembrar das gêmeas mortinhas que assustam o Danny Boy em "O Iluminado" (o que não é nada bom... medaaa!) Pessoalmente, prefiro ficar com "Sleep Elevations", e viajar mais um pouquinho.



Look Vintage!


E já que o último post falou sobre referências vintage, nada melhor do que algumas imagens produzidas pela fotógrafa Marie-Fleur Charlesworth para ilustrar a tendência. Esse editorial, feito para o catálogo 2010 da designer (alemã) Karolin Meier-Hauff, que pertence coletivo de designers Squatters (inglês), foi fotografado em Cannes e representa bem o estilo...


Marie trabalha principalmente com editoriais de moda e no seu blog, o maravilhoso Camera Lucida, ela conta um pouco sobre o backstage e as inspirações dos seus trabalhos. Super legal para conhecer os processos criativos por trás das produções! Mais uma fonte interessante para quem quer acompanhar os bastidores da moda (outra boa dica aqui).


E o que a fotógrafa valoriza nos seus clicks? Óculos enormes, bolsas estruturadas, tons pastéis e nude, pele (fake, please!), golas em evidência, cabelos incríveis, maquiagem ladylike, preto e branco, listras, pied de poule, pouco contraste e muito brilho, "última foto do rolo de filme", milky sweet pictures: estética vintage!


Go Vintage!

Agora que o estilo retrô invadiu a nossa gaveta de acessórios e os objetos de decoração vintage são mais tendência do que nunca, quem se dispõe a garimpar antiquários e feirinhas de antiguidades pode descobrir coisas incríveis! Ontem de manhã, resolvi percorrer o "Caminho dos Antiquários", no centro de Porto Alegre, para procurar alguns itens-desejo. E olha quanta coisas cool e super estilosas eu encontrei por lá...


Eu adoro óculos gigaaantes, back from the 70´s, e o único lugar onde encontro modelos realmente originais é no Caminho dos Antiquários. Há muitas banquinhas que oferecem modelos de diferentes épocas - desde relíquias da década de 1960 até modelos que foram descartados semana passada. É preciso olhar com atenção o estilo e o estado de conservação dos óculos, e é aconselhável trocar as lentes (porque os modelos mais legais pertenceram a velhinhas quase cegas, heheheh). Mas como as armações não custam mais de R$ 30,00, vale muito a pena!


Se alguém ainda duvida que a moda é cíclica, um passeio por antiquários pode ser bastante esclarecedor! Quem está a procura de it bags de linhas simples, tipo classic box, ou quer uma das clutchs do momento - seja ela estilo envelope ou estruturada -, tem grandes chances de encontrar exatamente o que procura nas feiras de antiguidades. Mais uma vez, é preciso fazer uma inspeção na peça para conferir se não há problemas de conservação muito graves. Um arranhão aqui e outro acolá são aceitáveis, especialmente porque as marcas do tempo caracterizam o estilo vintage!   


Nessa moda das fotos analógicas, quem já se acostumou com a idéia de comprar um rolo de filmes e sair por aí fazendo clicks, provavelmente se deu conta que as Holgas, Dianas e Polaroids novas são muito mais caras do que câmeras digitais cheias de recursos. Então, uma ótima idéia é comprar uma máquina antiga, que pode produzir as imagens imperfeitas que a gente tanto quer! Há um monte de modelos diferentes no Caminho dos Antiquários, e os feirantes juram que todos funcionam. Eu quis muito comprar uma, mas tive dúvidas se poderia usar filmes comuns nas minhas câmeras preferidas e achei melhor deixar pra lá... Mas, semana que vem, volto ao Caminho dos Antiquários para procurar a minha máquina e outras relíquias! 

TriBeCa


Tribeca é um bairro no centro de Manhattan com um nome muito engraçado! Um dia desses, descobri que se trata de uma abreviação para "Triangle Below Canal Street" (os novaiorquinos adoram abreviações para nomear os bairros; SoHo é outro exemplo famoso). E quem explica que um lugar chamado "o triângulo em baixo da rua do canal" conseguiria contrariar todas as lógicas do marketing e se tornar um dos bairros mais charmosos e valorizados da Grande Maçã (já que estamos traduzindo)?


Donna Ferrato é uma das tantas artistas que fez de Tribeca o seu lugar em NY! Além de morar no bairro, a fotojornalista tem uma série de fotos em P&B que retratam de maneira bem descontraída o dia-a-dia dos habitantes e frequentadores do lugar. Encontrar JLo numa sessão de fotos em frente ao Pecan Coffee Shop, ou ver um casal que parece ter saído de uma das festas da série Gossip Girl (só que a garota da foto pode ser a Blair de verdade!) são cenas normais na vida de quem circula por Tribeca! É justamente essa "normalidade" extraordinária que  Donna registra em suas fotos.



Claro que os clicks também contam um pouco sobre o lifestyle de gente comum, de pessoas que estão por ali, just being new yorkers... O que, aliás, já é alguma coisa muito inspiradora, não é mesmo?  Vendo as fotos de Donna Ferraro (confiram mais imagens no portfolio da moça), já fiquei com vontade de viajar de novo. I heart NY - just like anybody else!

Paris la nuit por Brassaï

Nós aqui do blog temos duas paixões (fora viajar, claro!) fotografias e Paris (aliás, a Nina está vivendo uma fase très parisienne). Então, nada melhor do que a combinação clássica “fotografias de Paris”, não é mesmo?! Melhor do que isso, só mesmo as fotos de Paris por Brassaï, um dos grandes fotógrafos do século passado.






























De 18 de maio até 20 de junho Recife recebe a exposição "Paris la Nuit" na Torre Malakoff. No acervo, um belo passeio pela cidade sob o olhar do “fotógrafo da noite”, como Brassaï ficou conhecido por preferir as imagens noturnas. As fotos que compõem a exposição foram publicadas pela primeira vez no livro Paris de Nuit (1932/1933), um compêndio da fauna noturna da cidade, com imagens de prostitutas, casais apaixonados, boêmios, os célebres cafés, trabalhadores, les chats e, é claro, da arquitetura única da capital francesa com tudo aquilo que a gente ama, bulevares, pontes e a Torre Eiffel, claro!


Como é promovida pela Aliança Francesa a exposição anda circulando pelo Brasil, então fiquem atentas para saber se as fotos poderão ser vistas nas cidades de vocês (hum, vou dar uma pesquisada para saber quais serão as próximas cidades, aguardem notícias!). Quem não puder receber a ilustre visita de Brassaï pode dar uma olhada no livro Paris de Nuit (em algumas edições Paris by Night). Na internet, o livro está disponível em várias livrarias e sebos... Melhor do que isso, só ir à Paris, comprar o livro, refazer o caminho de Brassaï e tirar suas próprias fotos!


Serviço: Exposição Brassaï – Paris la Nuit
  • Onde: Torre Malakoff - Praça do Arsenal – Bairro do Recife
  • Quando: 18 de maio até 20 de junho, de terça a sexta-feira, das 9 às 17h, e aos Domingos, das 15 às 19h
  • Entrada gratuita

Editorial 291 Venice: It could be me!


291 Venice é uma daquelas brands californianas, caracterizadas pela inspiração 1970's, com estilo meio boêmio. Desde a primeira coleção, em 2007, o argumento das criações é o charmoso lifestyle dos globe trotters e as paisagens dos lugares por onde andam. Além da loja virtual, onde todas as criações estão à mostra (e à venda, mas sem entregas no Brasil), a 291 também mantém um blog interessante, que é mais ou menos um apanhado de tendências - bem legal para quem gosta de moda e quer entender um pouco sobre os processos criativos de uma marca!


Como as viagens são a grande inspiração da 291, os catálogos das coleções são lindos e despertam aquele desejo imediato de "entrar nas fotos"... Dentre as muitas imagens fantásticas, eu escolhi essas, do outono/inverno 2008 da marca. Ok, meio antigas, mas ao vê-las eu lembrei sabem de quê? Do "DIY Project: Como virar um viajante" e daquela minha viagem ao Peru!


Uma etapa deliciosa do planejamento da viagem é mesmo sonhar com o destino desejado e se imaginar no lugar. Por causa disso, essas fotos do catálogo inspirado no país andino me acertaram em cheio! As coleções mais recentes da 291 também são lindas, mas nos levam para outros lugares, como Marrakesh, Tulum, Londres (quem quiser ver os outros catálogos pode clicar aqui)... Então, justificada a escolha, né?


Ah, as fotos do fall 2008 foram feitas por Clément Jolin, aquela fotógrafa que tem um talento especial para clichés de viagem que deixam a gente babando (já falei dela no blog e passei a semana "em Paris" por causa dessas fotos aqui). Mais um bom trabalho da mocinha, né!

Macarons & Cupcakes no Mc Café

O Mc Donalds é um dos meus guilty plesures preferidos. Tento evitar a junky food e o monte de lixo gerado pela rede, mas não resisto aos sanduíches, à melhor batata frita do mundo e àquelas delícias todas da cafeteria! Na minha última ida à lanchonete, descobri duas novidades que despertaram os meus desejos mais gulosos: macarons e cupcakes made in Mc Café!


Minha curiosidade girava em torno do bolinho, principalmente, já que nunca comi um legítimo cupcake no Brasil. Sim, porque aqui aquele creme ma-ra-vi-lho-so, que parece um chantily cristalizado, é substituído por uma cobertura comum, com gosto de brigadeiro! Já provei bolos de lugares diferentes, e nada se compara ao sabor da receita original (aquela delícia amanteigada e cheia de açúcar, que parece só existir nos Estados Unidos!) Como o Mc Café é o mais perto que podemos chegar da Starbucks so far, decidi experimentar...


E aí, uma super decepção... Nem cheguei a provar dos macarons porque achei o preço proibitivo (R$ 3,00 cada! E a lembrança das experiências ruins que tive com o doce nos Mc Cafés da França me desencorajaram de vez). Os cupcakes (que também me pareceram caros, por R$ 5,00 a unidade) não são mais do que bolinhos comuns, com uma cobertura qualquer de chocolate. Nada de mais mesmo! E agora, eu me pergunto onde é que vamos encontrar cupcakes de verdade...


Voyage de Cosmos


Ainda no clima francês (e me perguntando se será possível sair dele algum dia), encontrei o trabalho super legal de Oly, uma artista francesa que cria desenhos e fotos a partir das suas experiências de viagem. Ela mantém a loja virtual Dearoly, onde mostra (e vende) as suas criações, mas também conta sobre os lugares que anda conhecendo mundo a fora.


Da sua última temporada em Paris, surgiu inspiração para a série de postcards chamada "Voyage de Cosmos". Nessas fotos, Paris é o cenário de fundo para a divulgação dos cartões de Oly. Achei lindas as imagens e fofíssimos os postais! Agora, a  artista está no Japão e já começa a mostrar algumas de suas novas criações, com temáticas nipônicas, claro! Vamos ver se rolam algumas imagens por aqui, quando baixar uma obsessão japonesa (mas primeiro eu tenho que tirar a França da cabeça).


Além da loja virtual, a moça também mantém dois blogs lindos, cheio de fotos inusitadas, relatos de viagem, brincadeiras e criações da artista. O justlikehoney é um caderno de inspirações, onde Oly "recorta e cola" imagens, textos, vídeos e músicas que estão fazendo a sua cabecinha no momento (adorei o conceito!). O dearoly já é um blog mais pessoal, com muitas imagens produzidas pela artista, entre desenhos e fotografias. Ambos valem visitinhas!

Packing to Paris


Inspirada pelo clima francês do último post (esse aqui), resolvi criar uma visual packing list para uma viagem imaginária a Paris! Como se trata de uma bagagem hipotética, não pensei nem um pouco na praticidade/utilidade, mas sim na estética e no significado das coisas - de acordo com as minhas fantasias parisienses, claro!


Eu levaria: Chanel, rosa, rendas, bege, pérolas,colares longos,  flores (naturais ou não), sapatilhas, meias e adereços de ballet, Escada Sentiment, corações e laços, seda e cetim, tricot, cute things, Virginia Woolf, pó facial, blush pêssego,a little black dress, minhas personagens preferidas de Sofia Coppola (especialmente Marie Antoinette e Lux Lisbon), macarons coloridos, cupcackes amanteigados, Kate Moss (Parisienne), mais flores e músicas de Carla Bruni, para coroar o cliché...


Perceberam que muitos dos itens da lista não aparecem na foto, né? Mas já que é tudo invenção, acho que não tem problema... E vocês, o que levariam?

Oh, Paris!


As discussões sobre estereótipos já permearam alguns posts aqui do Road Trip e, sinceramente, eu ainda não sei dizer porque a visão do senso comum sobre uma certa cultura é boa (em alguns casos) ou ruim (em outros). O fato é que essas imagens, feitas pela fotógrafa francesa Clément Jolin, são exatamente o tipo de cliché delicioso, que nos faz pensar que todas as parisienses têm aquele ar blasé, de beleza sem esforço...


Adorei os tons pastel (beige est trés français!) e o clima entediante da sessão de fotos. Queria me juntar à modelo, para fumar um cigarro e tomar um café trop fort. Estereótipo bom é esse, que nos faz não só admirar o lifestyle de um lugar, mas desejar viver um pouco como os nativos. E a mística ao redor das mulheres de Paris - bem captada por Cément Jolin - é quase um ideal feminino!


Porque, vamos combinar, Paris é quase um ideal de quase tudo. Adoráveis clichés!
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