Casa na árvore?

De modo geral, acampamentos me parecem uma péssima idéia... Mas quando vi as imagens aí de baixo no Travelletes, fiquei tentada a dar uma chance para a vida natural e encarar um camping nas alturas. Sim, é isso mesmo: camping nas alturas! O tree camping é uma modalidade de acampamentos onde as tendas são armadas sobre as árvores (e não sob as árvores, como é normal), o que acaba com vários inconvenientes de uma vez... Nada de umidade, insetos, pedras ou frio que possa vir do solo. Lá em cima, o único perigo mesmo é cair!


Por conta disso, ao contrário dos campings comuns, os tree campings oferecem as barracas já montadas para os visitantes. Alguns, como o dessa primeira foto, dispõem de estrutura de fácil acesso e bem próxima do chão. Já outros, como o da segunda foto, mantêm as barracas nas alturas mesmo! Já imaginaram como deve ser legal? As barracas parecem bem confortáveis por dentro, como vocês podem ver aqui


A idéia veio do designer holandês Dré Warpenaar e tinha a intenção inicial de abrigar ativistas que lutam pela preservação das florestas (heim?!). O uso em campings foi uma adaptação recente e, por isso, ainda são poucos os lugares no mundo onde é possível dormir assim, nas alturas (a princípio, só existem campings desse tipo na Alemanha e na Holanda). Pena,que a novidade ainda não chegou por aqui, né? Eu fiquei animada mesmo com as casas na árvore! Quem sabe numa próxima viagem...

Visual (un)packing list

Quando eu saí de viagem, queria ter feito uma visual packing list pra mostrar o que eu ia levar na bagagem, mas acabou faltando tempo na correria dos dias que antecederam a partida. Como os dias que sucederam a volta também não foram dos mais tranquilos, a mala ficou semi-pronta semi-destruída no chão do quarto desde terça-feira e só hoje consegui libertar as roupinhas que tinham ido passear. Aí, resolvi fazer um visual (un)packing list pra mostrar o que eu comprei nessa temporada na Argentina!


O item que eu mais amei ter comprado na vida na viagem foi esse casaco de lã, arrematado no dia do passeio pelos Andes. Eu queria muito comprar alguma peça de artesanato típico da região, mas nada com cara de hippie de Machu Pichu. Aliás, a feira de artesanato da Ponte de Los Incas tem peças muito lindas pra quem gosta de um estilo meio Boho: crafts com padronagens interessantes e estampas típicas! Eu só não comprei mais coisas por lá porque os artesãos não aceitavam cartão de crédito, hehehe! O bom é que eles negociaram na nossa moeda (porque eu não tinha Pesos na carteira) e o casaco saiu por 60 Reais. Agora, só estou esperando o primeiro friozinho (ou friozão, porque lã é muuuito quente) para usá-lo


Depois, me joguei também nas famosas bufandas! As mantas e/ou cachecóis são super usadas pelas argentinas (e pelos argentinos também) e há uma variedade enorme de panos nas lojas e ruas de Buenos Aires. Eu comprei esses dois (e mais um outro que não apareceu na foto) e já os usei bastante durante a viagem mesmo. É que o clima na Argentina nesse outono sem frio está chatérrimo. No sol, faz muito calor, na sombra, fica fresquinho. Aí, a melhor alternativa é ter uma manta à mão para se enfeitar ou se enrolar!

Ainda... Argentina: 8 Dicas valiosas!

Pois é, gente, mais post sobre a Argentina... Cheguei terça-feira, mas ainda tenho assunto sobre os 10 dias que passei lá! Ô viagem pra render, hehehehe! Dessa vez, a idéia é dar algumas dicas quentes para quem estiver indo visitar o país nos próximos meses. Algumas delas eu já sabia, outras aprendi nessa viagem. Garanto que quem seguir vai se dar bem...


1) Não leve Dólares: O Real está tão forte que tem valido mais a pena! Também não precisa levar uma quantia grande em Pesos, já que muitas casas de câmbio e lojas estão fazendo cotações super boas em Buenos Aires.

2) Cuidado com o cartão: Eu disse que não precisa levar muitos Pesos, mas tenha cuidado para não ficar sem dinheiro porque muitos estabelecimentos comerciais da Argentina não aceitam cartão de crédito (!). Em certos casos, parece ser pura má vontade mesmo! Afinal, não é possível que tantas lojas tenham "problemas no sistema" ao mesmo tempo...

3) Não espere comprar eletrônicos: Apesar do câmbio favorável, fiquei um pouco impressionada com os preços na Argentina. Nada está muuuito barato, mas ainda tem uma coisa ou outra que vale a pena. Não é o caso dos eletrônicos, definitivamente!



4) A feira de San Telmo é inflacionada: Todo mundo sabe que o bairro de San Telmo tem uma feira super legal aos domingos, né? Pois quem for passear por lá deve saber também que os preços são bem salgadinhos. Eu comprei um souvenir (mais uma ovelha argentina para a minha coleção) que custou 75 Pesos e depois encontrei a mesma peça na Calle Florida por 30 Pesos! Só compre no bairro o que não puder ser encontrado em nenhum outro lugar, tipo coisas exclusivas meeesmo ou as famosas antiguidades.

5) Deixe para comprar perfumes e cosméticos no freeshop: Está valendo bem a pena! O freeshop do Aeroparque é pequenininho e pode ser difícil encontrar alguns produtos por lá. A loja do Ezeiza, por sua vez, é enorme e super abastecida. Pra se jogar mesmo!


6) Cuidado com os taxistas de aeroporto: Na média, os taxistas de BsAs são bem legais, mas os que trabalham nos aeroportos costumam ser meio trambiqueiros. Acerte o preço da corrida antes e se você precisar de troco, anuncie o valor da nota que você entregará para o motorista no início do percurso. No fim, quando for trocar o dinheiro, faça as contas em voz alta e diga ao cara quanto você deve receber de troco (já perceberam que eu fui super enrolada, né!). Estimativas de preços? Bem, do Centro até o Aeroparque, 40 Pesos e até o Ezeiza, 140 Pesos.

7) Atenção com as malas: Os aeroportuários da Argentina são famosos por destruir malas. Já ouvi relatos de furtos de objetos no interior das bagagens também (e não foi só um ou dois casos não!). Quem tiver uma mala novinha ou itens de valor entre as roupas e sapatos deve procurar um daqueles serviços de embalagem de bagagens dos aeroportos. Não custa muito e é uma segurança a mais!

8) Alfajores Havanna, só na loja: Os perfumes e cosméticos valem a pena, mas eu já disse aqui que não compensa comprar produtinhos Havanna no freeshop. Sai muito mais barato levar o produto das lojas argentinas.

My Best Fit: numerações perfeitas!


Se comprar roupa no Brasil já é difícil, imagina no exterior? As padronagens e numerações variam entre os países e é super complicado escolher algumas peças. Normalmente, eu já não tenho paciência para experimentar calças e sapatos. E durante as viagens, quando o tempo é curto e a gente quer tentar aproveitar o máximo possível, é que não dá mesmo perder nem um minuto no provador. Para resolver esse problema, surgiu recentemente uma invenção meio maluca que promete escanear o corpo de qualquer pessoa e oferecer um relatório de medidas em diferentes marcas: é o My Best Fit.


O equipamento promete mudar a forma como as pessoas compram roupas ao medir o corpo em 200.000 pontos diferentes (!) e fornecer um panorama completo do tamanho. Com tantos detalhes, já seria bem mais fácil encontrar as numerações certas, mas um programa de computador ainda faz a equivalência das circunferências corporais e os tamanhos de diversas marcas. A máquina (que é mais parece criação do Professor Pardal) já está em mais de 400 centros de compras nos Estados Unidos e, por enquanto, parece que os testes são gratuitos. Olha só como funciona...

                      

O escaneamento dura 10 minutos e, depois disso, é só se jogar nas compras com a garantia de levar pra casa todos os tamanhos certos. Não boto muita fé na novidade, mas se o My Best Fit se espalhar pelos shoppings do mundo, vamos poder comprar sem medo e sem passar no provador!

Todo mundo odeia... Souvenirs Made in China




É assustador como quase tudo o que a gente compra hoje em dia é feito na China! Nas minhas últimas viagens, tenho me impressionado com a quantidade de souvenirs Made in China ou Made in P.R.C. (Popuar Republic of China - a sigla que os chineses estão usando para trapacear quem tenta evitar os produtos chineses). Quase sempre são ímans de geladeira, chaveiros, canecas, canetas e uma porção de coisas inúteis e horríveis que não vão agradar ninguém! O problema é que cada vez mais os importados imitam produtos locais e concorrem com o artesanato tradicional. E como ninguém pode contra os chineses, muitos artesãos estão desistindo da prática para se tornar vendedores de quinquilharias!


Os turistas quase sempre são enganados (ou se deixam enganar com os preços baixos) e, no final das contas, aquilo que é característico da cultura local está desaparecendo! Por isso, da próxima vez que vocês comprarem souvenirs, não deixem de examinar o produto em busca da marca de procedência. Se houver aquele Made in China estampado, talvez seja melhor devolvê-lo à prateleira - mesmo que a coisa seja fofinha, útil ou super barata! Não se trata de boicote contra a China nem nada, mas é que comprar lembrancinhas de viagem que não têm nada a ver com o lugar é meio sem graça, né? Vamos deixar pra comprar os produtos chinese na China!

God save the Queen


A terra da rainha está na moda mesmo, heim? Eu já disse aqui que a Union Jack virou estampa para os fashionistas e depois dessa overdose de notícias sobre o casamento do príncipe William e Kate Middleton, não há nenhum lugar no mundo mais "tendência" que a Inglaterra. Ainda que este seja o primeiro evento da realeza britânica transmitido ao vivo via internet (já conhecem The Royal Channel no Youtube?), duvido que alguém não quisesse estar lá pra ver de perto o vestido da futura princesa e, de quebra, ainda tirar uma casquinha de todas as celebridades que comparecerão à festa.


O enlace real (uy!) está colocando a Union Jack de uma vez por todas no posto de must haves nessa primavera européia. Mas em tempos de globalização (hello, China) o mundo inteiro foi invadido por objetos com as cores da bandeira - e com as fotos dos noivos também! Na Inglaterra, a abundância de ofertas é ainda maior: há desde lembrancinhas phynas especialmente comercializados pela coroa britânica, como jogos de porcelana para o five o´clock tea até cervejas e preservativos que estão pegando carona nessa moda.


O fato é que quem estiver de passagem pela Inglaterra nos próximos meses vai experimentar essa euforia matrimonial, mas o fenômeno também transborda da ilha e atinge outros países. Então, muitos, muitos souvenirs vermelho-azul-e-branco around the world, gente! Do Canadá, por exemplo, dá pra levar pra casa os selos e moedas comemorativos ao casamento de Will e Kate, e outros países também prometem homenagens. Uma ótima oportunidade para colecionadores de quinquilharias quem quer aderir à moda da Union Jack! Ficadica de novo...

Clássicos Argentinos

Cada lugar tem seus clássicos! Aquelas marcas e produtos super característicos que, na maioria das vezes, só existem lá mesmo. Havanna, Freddo e CaroCuore são tão tipicamente argentinos que quem visita Buenos Aires (e outras cidades argentinas também) não pode deixar de conhecê-los. Querem saber por quê?


Freddo: Eu não sou grande fã de gelados, mas não perco a chance de provar os sabores da sorveteria mais famosa da Argentina! Ahm, e tenho uma dica importantíssima: Para a comemoração do bicentenário da independência da nação, a Freddo lançou o Trifredo Bicentenário, a taça de sorvete mais deliciosa que eu já provei na vida. Quem estiver na Argentina até o fim de julho DEVE experimentar essa edição limitada. Afinal, outra delícia como essa só vai sair dos freezers de novo daqui há 100 anos!


CaroCuore: A marca de lougeweare exportada para o mundo inteiro é jovem, despojada, sexy, confortavel e... super argenina! Nós, brasileiras a conhecemos pelas calcinhas que vêm num pack fofo em formato de latinha de Coca-Cola. O item-desejo chega caríssimo nas lojas daqui (tipo 85 Reais por duas calcinhas, hello?), mas as mocinhas interessadas em renovar o enxoval na CaroCuore podem se preparar para grandes gastos, porque as peças da marca são muito caras, mesmo em Pesos. Apesar disso, as meias, camisolas e lingeries são muito bacanas e vale a pena conhecer a loja do coraçãozinho!


Havanna: Os alfajores da marca são tão típicos que já viraram souvenirs de viagem! Tanto é que as caixinhas de Havanna estão ao alcance dos turistas em todos os freeshops da Argentina. Mesmo com essa facilidade, recomendo que todo mundo visite pelo menos uma das dezenas de lojas espalhadas pelas ruas e shoppings de Buenos Aires (e das cidades do interior também) para tomar um bom café e conhecer as outras delícias além do alfajor. Mais uma dica importantíssima: não deixem para comprar os produtinhos Havanna no aeroporto!!! As caixas que custam algo em torno de 22 Reais nas lojas podem custar o mesmo - só que em Dólares - nos freeshops.

PS: Agora já voltei pra casa, mas ainda tenho uns posts sobre assuntos argentinos. Alguém ainda aguenta? Heheheh!

Jub em Sampa: Tarde no Masp

Não posso dizer que sou uma pessoa ignorante em museus: já estive duas vezes no Louvre, no Santa Sofia, no Museu de Arte de NY, em toda a Museu Insel de Berlim. Isso apenas para mencionar os maiores, sem contar institutos, bienais, museus menores, etc, etc. Não digo isso por ser metida não, mas por gostar mesmo de passar um bom tempo perdida entre acervos gigantescos, mas desde o século passado (literalmente!) eu não visitava o MASP.


Como moramos em Santos e em Poços de Caldas, duas cidades pertinho de Sampa, desde que me entendo por gente conheço o MASP. Da primeira vez que fui a este museu era tão pequena que um Renoir do acervo (que aliás tive o prazer de rever) passou a fazer parte das minhas memórias de infância. Da última vez que fui a Sampa, como tinha a tarde livre e uns amigos disseram que a entrada do MASP é franca nas terças-feiras (e é mesmo!) decidi passar algumas horas conhecendo / reconhecendo o museu. Foi um dos meus melhores programas na capital paulista em muito tempo! 


Havia três exposições abertas para visitação "Romantismo: A arte do entusiasmo" , "Deuses e Madonas: A arte do Sagrado" e “Papéis Brasileiros”, todas bem organizadas, de curadoria impecável e com bons textos para guiar os visitantes entre as obras de artistas como Cezane, Matisse, Van Gogh, Carlos Prado, El Greco, Andre Lhote, Renoir, Manet, Monet, Gaugin, Bosh, Victor Meireles, Degas, Toulouse-Lautrec, Max Ernest, Dali, Tomi Ohtake, Tineretto, Chagall, etc, etc ( sim, o excesso de nomes é para impressionar mesmo!). Daí o meu encanto com a tarde no MASP, não só meu, mas o de vários turistas gringos e brasileiros. Vale a pena passar não só uma parte, mas um dia inteiro no museu, e digo isso lembrando de uma sala do MASP, com um Tinoretto e um El Greco olhando prá mim.

Dica de BsAs: Calle Corrientes Experience


Quem está em Buenos Aires não pode deixar de assistir a um bom show de Tango, não é mesmo? Nesta minha vinda à capital argentina, resolvi fazer um programa diferente que envolvia de uma só vez três clássicos portenhos... Uma peça de teatro (1), na Calle Corrientes (2) e sobre o Tango (3)! O espetáculo musical "Tita: Una vida en tiempo de Tango", em cartaz desde 14 de abril, conta a vida da milongueira Tita Merelo, contemporânea de Carlos Gardel e reconhecidamente uma das maiores cantoras argentinas.


Apesar de se basear numa narrativa meio estranha para o público brasileiro (acho o teatro dos hermanos caricato demais para o nosso gosto...), é uma ótima alternativa para quem quer conhecer um pouco mais sobre a história do ritmo mais famoso da Argentina. A atriz Nacha Guevara, a senhora botocada da foto aí de cima, interpreta muito bem as músicas de Tita enquanto o corpo de baile arrasa nas coreografias! Ah, os figurinos e cenários também são super Broadway feelings, já que a Calle Corrientes é a Times Square de Buenos Aires (uy!).


O movimento teatral em BsAs é super intenso e além de Tita outros espetáculos em cartaz também versam sobre o Tango (ouvi falar bem sobre "Tango Passión: Ultimo Tango"). Quem quiser conferir a programação completa dos teatros da rua mais agitada da cidade e também se informar sobre preços, datas e horários recomendo o site da Aternativa Teatral. Ficadica!

Dica de BsAs: Las Violetas

O turista que vem a Buenos Aires pode se preparar para comer muito bem! Eu não sou grande fã do churrasco argentino (acho os nossos cortes muito mais macios e saborosos), mas me jogo nas massas, doces, pastelarias e as famosas milanesas com papas fritas que estão à venda em qualquer lugar. Mesmo que o restaurante não pareça grandes coisas, a chance de comer mal é muito pequena... Só que o bom mesmo é comer bem num lugar maravilhoso, não é mesmo?


O café Las Violetas é um dos mais lindos restaurantes de BsAs. Lindo e tradicionalíssimo santa, já que o lugar existe desde 1884! Na lista dos lugares mais antigos da cidade, perde para poucos, entre eles o Cafe Tortoni, que funciona há mais de 150 anos. Comparando os dois, chega-se à conclusão que Las Violetas é menos famoso porque está longe do Centro e, por isso, não foi palco de tantos acontecimentos importantes para a história de Buenos Aires (e da Argentina, de modo geral) quanto o Tortoni. Mas, justamente por estar num endereço periférico, o lugar não foi invadido por turistas e se mantém mais fiél aos costumes portenhos do que o seu rival famoso.


Nada contra os turistas, afinal, estou entre eles! Mas o problema é que Buenos Aires foi mesmo tomada pelos brasileiros, gente! Nesse feriado de Páscoa, difícil era achar argentinos por aqui. Nessas circunstâncias, acaba sendo chato tentar conhecer os pontos turísticos e lugares tradicionais, já que não haverá nada de muito pitoresco (além dos nossos conterrâneos deslumbrados com tudo!) Sem deixar as paradas obrigatórias de lado, o melhor é tentar fazer programas alternativos que (ainda) não foram descobertos pela CVC pela maioria.


As fotos não são lá muito boas (vocês sabem dos meus problemas...), mas acho que dá pra ter uma idéia de como o lugar é lindo e ricamente decorado.Tudo lá é meio antiguidade, sabe? Ah, e a comida é super boa. Tipicamente portenha!

Dica de BsAs: Nucha Cafe

O bairro de Palermo Soho é um charme, gente! As ruas arborizadas e cheias de lojas moderninhas fazem com que este passeio seja programa obrigatório para quem está de visita à capital argentina. O dia por lá estava uma delícia (tempo seco + sol + frio = combinação perfetia) e ficou melhor ainda quando encontramos o Nucha Café!


O lugar, que não poderia ser mais bonito, reflete bem as tendências do bairro onde se encontra: design, sofisticação e o ar arrojado do Soho estão lá. O restaurante está localizado num prédio super moderno, com pé direito altíssimo e paredes inteiras de vidro. Dá pra passar horas nas mesas voltadas para a rua, só observando o lifestyle dos estilosos portenhos de Palermo. Um café ou mesmo refeição completa são acompanhamentos obrigatórios, claro!


Eu passei por lá na hora do almoço e provei um menu completo com salada, prato principal, café e sobremesa. As porções eram enooormes e tudo estava delicioso! Quase não aguentei comer a sobremesa, mas os cuadrados doces estavam tão bons que eu tive que arrumar um espacinho no estômago (quero só ver quantos quilos de excesso de bagagem vou levar pra casa!). As tortas e pastelarias também são lindas e parecem incrivelmente gostosas. Olha só os cupcakes de Páscoa!


Recomendo demais o Nucha! Feliz Páscoa para todo mundo!!! Beijo.

Enfim, um dia nos Andes!


Eu sempre quis conhecer os Andes! O dia que passei pelas montanhas argentinas satisfez parte das minhas vontades, mas também me deixou ainda mais curiosa para visitar a Cordilheira em outras épocas do ano (e em outros países, já que a formação geológica também caracteriza Equador, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Chile). Neste início de outono, não há neve a não ser a das geleiras permanentes, nos picos mais altos, então a paisagem é bem árida. Apesar disso, monotonia é algo que não existe entre as curvas e sobre-e-desces do terreno!


A cidade de Mendoza nasceu nas encostas da Cordilheira no século XVII e é a porta de entrada para os visitantes que querem conhecer o trecho mais altos dos Andes. Afinal, o cume da cadeia de montanhas é o Aconcagua que, com seus 6.972m de altitude, é o topo do continente americano. No passeio "Alta Montanha" pelas rotas andinas, só é possível chegar a 50 km do Sentinela de Pedra, que está protegido por um parque ecológico enooorme! É um pouco decepcionante não poder ver o pico mais de perto (só se consegue enxergar o cume, como aparece na foto aí de baixo), mas as outras montanhas ao redor do Aconcagua são igualmente gradiosas e assustadoras!


Sim, gente, a Cordilheira é assustadora! Estar a mais de 4.000m de altutude e observar de perto a natureza selvagem e furiosa dos Andes (com direito a vertigens ao olhar para baixo e falta de ar por causa da baixa pressão atmosférica) nos dá a dimensão do quanto tudo o que construímos é incrivelmente vulnerável! Por outro lado, o ecossistema da região - que inclui os habitantes de Mendoza e dos pueblos ao redor - é igualmente frágil, já que toda e qualquer forma de vida que possa existir ali depende da água dos degelos. Com as mudanças climáticas, os invernos nos Andes têm sido cada vez mais fracos e a falta de neve já preocupa a população local e a poderosa indústria vinícola mendocina, que precisa de muita água para a irrigação dos parreirais. Um equilíbrio muito sutil, que está ameaçado pelo aquecimento global (como em outros lugares do planeta, infelizmente...)

São Paulo, 00:17 a.m.

E aí, pessoal! é a Jub de novo, contando das suas viagens (neste caso a viagem para Sampa!)

A saída do show do U2 foi caótica, como era de se esperar. É estranho que a produção do evento e a prefeitura achem que um milhão de pessoas (oi? Exagero?) vão sair rapidamente de um local sem que haja ônibus (não havia nenhum!) e táxis suficientes (os disponíveis estavam negociando valores altos para as corridas ao invés de usarem o taxímetro)... Além da missão de voltarmos para casa tínhamos outros problemas: estávamos com pouco dinheiro (nossos R$ 40,00 não dariam para o táxi de volta e nem para irmos ao aeroporto no dia seguinte) e com foooooome!


Dizem que São Paulo, que nem New York, é uma cidade que não dorme. Mentira! Todas as cidades dormem! Pode até ser um sono leve, mas dormem. Isto quer dizer que transportes e serviços ficam mais difíceis após certo horário. Assim, se você gosta de passear à noite (de um city tour leve à balada mais pesada) deve estar atento e saber direitinho como ter acesso ao que você vai precisar em plena madrugada (no nosso caso, transporte, alimentação e banco).

Tivemos sorte e no Morumbi mesmo conseguimos pegar uma lotação até a Paulista (R$ 10,00). A avenida é cheia de bancos e pensamos que seria fácil resolver o problema da grana por lá. A maioria dos caixas eletrônicos funciona até às 22h e não encontramos nenhum daqueles caixas da rede 24h. Novamente, por sorte encontramos UMA agência do Banco do Brasil com caixas eletrônicos funcionando. A Paulista é relativamente segura, mas sacar dinheiro de madrugada não é a atividade mais prudente do mundo!

Outras boas notícias, vimos mais de uma farmácia aberta e achamos um Franz Café (hum! comidinhas perfeitas para nossa fome noturna!). Isso sem contar com os restaurantes e baladinhas funcionando na Augusta. Depois da pausa no Franz, pegamos o primeiro táxi para casa. Como eram 2h da manhã e tínhamos que chegar no aeroporto por volta das 6h, preferimos não arriscar e combinamos com o taxista nos buscar às 5:30.


Então, dicas para a madruga? (ai, eu sempre tenho umas dicas, viu?)

- Veja o que está aberto na cidade depois da meia noite.

- Verifique as possibilidades de transporte existentes.

- Não confie apenas nos bancos 24h. Mesmo encontrando um deles pelo caminho, problemas técnicos sempre podem acontecer (Murphy?). Ande com dinheiro suficiente para suas necessidades da noite / madrugada.

- Segurança em primeiro lugar. Não precisa ter medo de tudo, mas verifique se os locais onde você vai são movimentados para não entrar em roubadas (literalmente!).

- Faça coisas inusitadas. Na Paulista havia um senhor andando com o cachorro, pessoas pedalando e andando de patins. Ok, nada disso é propriamente inusitado, mas é bem legal fazer tais coisas com tranquilidade.

- Como as cidades são menos movimentadas neste horário, é um bom momento para apreciar os detalhes e tirar boas fotos.

- Espere uma noite especial. Algumas cidades têm programações para os notívagos ou eventos especiais para tirar as pessoas da cama, nem que seja um dia no ano. Sampa tem desde 2004 a Virada Cultural (aliás acabou de ter uma), já em Berlim eles organizam A Longa Noite dos Museus quando os museus passam a madrugada recebendo visitantes. 

PS: As fotos acima são do Franz Café da Av. Paulista. Pode parecer que não tem nada a ver com o post, mas considerando a fome que eu estava sentindo, este Franz foi um oásis! Fora que tinha um leitinho batido delicioso!

Para um dia na Cordilheira dos Andes...

Gente, um dia na Cordilheira dos Andes é uma experiência e tanto! Mas as condições atmosféricas das regiões mais altas das Américas não são nada confortáveis... Muito sol, ar super seco e ventos gelados fazem com que o lugar seja bastante inóspito, principalmente para os visitantes ocasionais (hello, turistas!) Eu não fui muio bem preparada dessa vez, mas na minha próxima ida às montanhas, vou estar equipada com...
Look for a day at Cordillera de los Andes
Depois conto mais sobre a road trip pelos vales andinos, ok? Beijos!

PS: Pó está sem acento, né! É que não dá pra usar alguns caraceres no Editor Polyvore. Vocês conhecem?

Vinícolas em Mendoza

Mendoza é uma das regiões vinícolas mais importantes do mundo! O clima seco, ensolarado e com grandes variações de temperatura entre o dia e a noite asseguram as condições naturais (a.k.a. terroir) perfeitas para a produção de uvas. São mais de 1200 bodegas produzindo vinhos finos e boa parte delas está aberta aos visitantes!


Muitas agências de turismo oferecem roteiros para quem quer conhecer uma das três principais regiões produtoras ao redor de Mendoza: Luján de Cuyo, Uco Valley e Maipú. O turista pode agendar a visita antecipadamente pela internet, ou apenas um dia (ou dois) antes do passeio, já que há muitas agências pelas ruas do centro da cidade. Hoje, fiz o primeiro roteiro de Luján de Cuyo pela agência Amapoura, que é especializada em visitas às vinícolas. A princípio, o tour que eles oferecem pode parecer um pouco caro (150 Dólares por pessoa, quando algumas agências podem cobrar 150 Reais), mas no final do dia cada centavo vai ter valido a pena!


É que as 4 bodegas visitadas oferecem degustações tão refinadas (uy!) que o programa proporciona uma mastercad experience: passar o dia sob o céu dos Andes, vendo paisagens incríveis e experimentando vinhos fabulosos não tem preço! Pra melhorar, a medida que o nível etílico dos colegas de excursão vai se elevando durante o passeio, a interação do grupo se torna muito, muito divertida.


Os colegas de excursão, aliás, costumam ser super phynos (uy! de novo), já que a Amapoura tem como público alvo "apreciadores qualificados", ou seja, gente que entende mesmo de vinhos! Eu não sei como fui parar nesse grupo porque não sou exatamente uma connoisseur, mas aproveitei a boa companhia para aprender um pouco sobre esse assunto tão very sofisticated (enochata wannabe). Da próxima vez que eu experimentar um vinho entre amigos, vou fazer comentários enigmáticos - e sem sentido - sobre a estrutura do blend e o bouquet aromático. Hehehehe!

Scrapbook de viagem

Holla chicos! Que tal? Cheguei à tarde em Mendoza, graças a mais um atraso... O que é isso Brasil Argentina? Mas tudo bem, não deu mau humor porque a cidade estava super paradona nessa tarde de domingo e não havia muito o que fazer. Parece que os habitantes daqui tem uma vida slow, o que é ótimo pra eles (e com tanto vinho, azeite de oliva e os ares andinos, o tempo médio de vida de ser de 106 anos). Procuramos diversão pelas ruas próximas ao hotel e achamos esse sightsseeing tour-wannabe muito figura.


Fizemos um tour de duas horas, que custou 18 Pesos por pessoa (bem barato com a cotação de 0,49 Reais)  e nos levou para o Parque General San Martin, considerado o maior e mais bonito da Argentina. O lugar é enorme mesmo (mais de 700 hectares!) e se estende até a cadeia de montanhas chamada Pré-Andina. Ainda não consegui ver o Aconcagua desde a região central de Mendoza - afinal, o pico fica nos Andes, a uns 100 km daqui. Amanhã, espero conseguir tirar fotos!


Por enquanto, só chegamos a 980 metros acima do nível do mar. Nada demais, né... Ah, a página "scrapbook de viagem" tem mais um monte de fotos do dia de passeio. Quem quiser ver, pode passar lá. As fotos ficaram desorganizadas organizadas de um jeito estranho, mas espero melhorar o layout daqui pra frente (layout é a palavra da moda aqui no Road Trip, heheheh!). Besos, besos!

PS: Vocês curtiram os posts da Jub sobre o show do U2? Fotos super incríveis! Ainda bem que não confiscaram a câmera dela.

I heart you

Fotografo tosco amador tem mesmo que usar a criatividade, né? A gente já sugeriu o olho mágico para melhorar o potencial das imagens de câmeras normais e agora a idéia é ainda mais simples: usar "lentes" de papel com um recorte em formato de coração (ou estrela, ou quadrado, ou seja lá o que for...) para captar pontos luminosos sem foco. É o tipo de coisa difícil de explicar, mas vejam na foto a baixo como é super simples!



A técnica, que se chama bokeh (desfoque em japonês, só pra glamourizar) consiste em dar foco a certos elementos da imagem real para fazer surgir uma imagem subjetiva. Quem tem lentes de verdade faz fotos super conceituais jogando com os focos sobre objeto ou fundo, mas as lentes de papel só vão focar os corações.


Lindo, né? Ainda não entendi muito bem como se obtém esse resultado incrível aí da foto, mas dizem que é só fazer um recorte em cartolina preta que possa ser acoplado à lente da câmera. Vou testar a técnica pra saber como funciona exatamente e descrever os procedimentos em detalhes. As fotos do post com certeza foram feitas com câmeras multifoco, mas como a nossa idéia é explorar os "recursos" (cof, cof!) das câmeras simples, acho que o segredo é eliminar o flash e fazer clicks em movimento.


Vou fazer umas experiências e já, já apresento os resultados.

U2 360º: aprendendo a sobreviver aos megashows

Eu nunca tinha estado num show destas dimensões e saí de Recife para São Paulo essencialmente para ver o U2. Por isso, tudo tinha que dar certo, quer dizer, chegar no local do show (Estádio do Morumbi) na hora certa e escolher um bom lugar para curtir a banda. E foi exatamente o que aconteceu! Como foi o primeiro, cometi alguns errinhos, mas nada grave! Então anota aí as dicas para o próximo super show:

- Atenção ao transporte: olhe mapas, entenda o sistema viário, descubra as ruas que estarão fechadas e se é fácil pegar táxis e ônibus para chegar e sair (não, não é!). Fui de ônibus porque saí bem cedo de casa, mas a volta foi complicada, eu não tinha acertado com nenhum taxista (eles estavam cobrando cerca de R$ 200,00 para deixar e ir buscar os passageiros e fora este esquema, não vi nenhum táxi livre!) e tive a sorte de (depois de andar um bocado!) achar uma lotação para a Avenida Paulista cobrando R$ 10,00 por passageiro (mas foi sorte mesmo! A proposta inicial era ir a pé até... Bem até achar um táxi livre.


- Escolha roupas e sapatos confortáveis: você vai andar, correr, pular, dançar e estar sujeito a intempéries climáticas, então pense bem no figurino pra não deixar um calo ou uma roupa apertada atrapalharem seu show. A camisa da banda é um clássico universal, pouco original mas funciona!

- Olhe a previsão do tempo: eu não acho que uma chuvinha vá cortar o barato de um fã animado, nem um friozinho, mas não precisa sofrer. O combo capa de chuva e blusa quentinha sempre cai bem; já se o sol tiver forte, blusa leve e protetor. Mochila existe para isso! (e para levar lanchinhos também!).

- Chegue cedo: além de evitar filas você garante um bom lugar. O show começava às 20h, saímos de casa umas 16h, chegamos no estádio às 17h e não pegamos nem fila, nem aperto para entrar e ainda pudemos escolher nosso lugar tranquilamente.

- Veja a lista de itens proibidos: por segurança alguns itens são proibidos como câmeras (piada!), guarda chuva, bandeiras, armas, jornais e revistas (é, eu também não entendi), garrafas, latinhas, etc, etc. Como a proibição das câmeras é meramente nominal levei a minha, que não é exatamente uma câmera pequena ou discreta. Resultado: os policiais encrencaram, fui barrada e só entrei porque uma moça da organização entendeu que aquilo era um despropósito. Mas foi bem no jeitinho! De qualquer forma eu aprendi, da próxima vez levo uma câmera pequenininha.


- Leve a câmera, mas não se torne dependente dela: acredite, nenhuma foto do paco que você tirar vai ser melhor do que as do pessoal da imprensa. Tire fotos com os amigos e uma ou duas borradas do palco (acha mesmo que a combinação de distância, câmera básica distância e multidão vai dar certo?). Se quer fotos bonitas, baixe na internet!

- Confira ingressos, documentos e dinheiro: Imagina, chegar lá e não ter o ingresso? Eu soube de um cara que dormiu na fila da Red Zone (o lugar mais perto do palco) e na hora de entrar estava sem a carteira de estudante, isso porque ele morava, sei lá, em Maringá! Também é bom ter um dinheirinho para as despesas da noite. Como eu gosto de emoções, levei R$ 40,00. Comprei uma Ruffles por R$ 6,00 fora as bebidas... Isso sem ter táxi para voltar (born to be wild / born thist way? #not!).

- Coma bem em casa e se possível leve lanchinhos, vi pessoas com sanduíches e biscoitos trazidos de casa. Eu levei paçoquinha e barrinha de cereais (mentira, levaram por mim!). Os lanches oferecidos no estádio eram caros e nada saudáveis. Lembre-se também que você vai passar muito tempo em pé ou no sol, além da emoção de ver sua banda favorita no palco. Então faça um favor ao pessoal do SAMU, não desmaie!

- Faça xixi: parece óbvio, mas você vai estar lá na ansiedade para ficar apenas a alguns (muitos) metros de distância do seu ídolo, conversando com as pessoas, depois de horas de espera e eventualmente bebendo (ah, sim, rola uma cervejinha), imagina se bate a vontade de ir no banheiro assim que as luzes se apagarem? Para evitar isso, lembre de ir no banheiro uns 40 minutos antes do show começar (claro que tem fila!).

- Não fale mal da banda. Mesmo que você tenha ido só pela farra, corre o risco de umas 84.999 pessoas quererem bater em você!


- Faça amigos: todo mundo tem um motivo para estar ali ou uma aventura para contar. Eu conheci um cara cuja esposa é presidente de um fã clube do U2, eles são casados há uns 20 anos e já viajaram para diversos países (EUA, Irlanda e Itália) para ver o Bono e sua trupe cantarem. Eles foram aos três dias de U2 em São Paulo! No último ele "cansou" ficou na arquibancada enquanto a patroa estava pertinho do palco. Eles sim devem entender tudo de turismo de shows!

- Curta o show ao invés de atualizar as redes sociais e ligar para os amigos: ah, faz favor! Vai ficar escrevendo ao invés de ver a banda? Na saída do show você posta em tudo quanto é rede. O mesmo vale para os SMS. Fora que é sacanagem com quem ficou em casa, doido para ir com você e não pôde!

- Cante, grite e bata palminhas: afinal, você foi ao show para isso!!!

Correspondente para assuntos aleatórios

Oi, povo!!! Aqui quem escreve é a Jub (a.k.a Carol). A convite da Nina (por acaso a minha irmã) estou fazendo a minha estréia no Road Trip.


A Nina me passou uma missão: falar das minhas viagens para dar outra perspectiva ao blog, afinal, cada viajante tem experiências muito próprias de cada lugar.

Então enquanto a Nina está na Argentina, vou contar para vocês das minhas últimas aventuras!
Espero que gostem!

xoxo
Jub

Living la vida loca: Como se atrasar de modo seguro

Eu costumo ser pontual quase sempre, mas tenho um probleminha com horários de aeroportos. Como a espera na sala de embarque definitivamente não é o momento mais divertido da viagem, eu tento diminuir o meu tempo de sofrimento espera e chego no check in em cima da hora. É uma atitude arriscada, mas a prática me deu um certo expertise. Tenho 10 dicas para quem também gosta de viver perigosamente, mas - como eu - não quer perder o vôo. Olha só!


1) Faça o check in pela internet: As filas pelos aeroportos do Brasil estão interminaaaveis, gente! Se os minutos para o vôo estiverem contados, faça o check in pela internet e pegue só a fila para despachar a bagagem, que costuma ser bem menor.

2) Não esqueça de marcar o assento: Quando for comprar a passagem, não esqueça de marcar o assento, peloamordedeus. Assim, você pode ser o atrasado do vôo e ainda sentar na poltrona 1A, pra matar todo mundo de inveja! Agora, se você esqueceu de reservar sua cadeira e quer chegar atrasado, prepare-se para o fundão do avião (lá do lado do banheiro, naquela poltrona que normalmente não reclina)

3) Tenha um motorista kamikaze: Se só sobraram 10 minutos para chegar no aeroporto, é bom ter um motorista-piloto-louco à sua disposição. Os taxistas funcionam muito bem nesses casos, especialmente se forem recompensados ($$$) pelo esforço. Imponha a meta e desafie-o!

4) Não leve bagagem em excesso: Imagine a cena... Você colocou sua bagagem na balança 5 minutos antes do fechamento do check in e a maldita acusa 27kg! O vôo já era, porque a burocracia de pagar o peso extra vai consumir muito (muito!) tempo. Se você quer viver perigosamente, faça como os profissionais e, de preferência, carregue apenas bagagem de mão!

5) Documentos, please: Não esqueça os documentos necessários para embarque em casa nunca! Atrasado ou com tempo de sobra, voltar para buscá-los vai fazer você perder o vôo.



6) Conheça o aeroporto: Nem invente de chegar atrasado num aeroporto desconhecido! Vai ser muito mais difícil encontrar o seu portão de embarque sob pressão. Além do mais, a distância entre o check in e o embarque pode ser enorme e, a menos que você tenha uma patinente (tenho certeza que inventaram a mini luggage pra isso), não vai conseguir correr tanto!

7) Fique bem atento aos avisos: Preste muita atenção ao sistema de som do aeroporto. O seu vôo pode estar em última chamada e pode até ser que estejam chamando o SEU NOME (já pensou que vergonha?)

8) Saiba o que pode acontecer se você perder o vôo: A idéia desse how to é correr ríscos calculados. Não invente de chegar em cima da hora se você viaja para cumprir algum compromisso. Porque nesse caso esperar pelo próximo vôo, pode ser tarde demais! Também não esqueça de conferir as regras da companhia aérea para a sua passagem. As tarifas promocionais não garantem nada para o viajante atrsasadinho, viu!

9) Seja Cartão Diamante: A mais luxuosa das alternativas da lista é não precisar chegar cedo no aeroporto como a maioria dos mortais. Quem tem prioridade no embarque não fica na fila e pode chegar quando quiser (ou quase isso) no aeroporto. Fila A, Cartão Platinum, Cliente Premium... Essa gente consegue tudo!

10) Tenha fé: Quando o atraso é tão grande que a situação parece não ter mais jeito, faça uma oração para o Deus no qual você acredita e peça por um milagre. O vôo pode ter problemas e mudar de horário! Já pensou que sorte? (a sua, porque os passageiros que chegaram no horário vão ter o maior azar).

Que te passa Buenos Aires?


Depois de tomar um chá de aeroporto em Poa (já que o mau tempo atrosou o tudo) cheguei em BsAs no fim do dia. A primeira impressão (dessa vez) não foi das melhores, já que argentino trata turista brasileiro mais ou menos como brasileiro trata turista argentino: o que vale é a lei da vantagem! Mesmo assim, a cidade continua fascinante, ainda que eu só tenha espiado os prédios e as pessoas pela janelinha do taxi! A partir de amanhã estarei em Mendoza para uma temporada entre vinícolas, caminhadas ao Aconcagua e programinhas "naturaleza". Depois, nos últimos dias da viagem, volto à capital para aproveitar tudo o que a Buenos Aires tem de bom... Espero manter o Road Trip beeem agitado! Beijos pra todo mundo.

Novo Layout


Ai, gente! Nem acredito que essa semana está acabando... Fiz muita coisa em pouco tempo e ainda consegui mudar o layout do blog como tinha prometido. Editar em html é mais simples do que se imagina, ainda mais quando gente legal como a mocinha do powered by pastries compartilha modelos lindinhos e gratuitos! Eu baixei um deles, fiz minhas adaptações (o meu lado designer oculto) e, voici! Gostei e espero que vocês também tenham gostado. Se alguém tiver algum problema para visualizar páginas ou postar comentários, let me know (nina@roadtripdanina.com). Posso fazer alterações e até voltar para o antigo modelo se for o caso.


Amanhã, fazer as malas! Acho até que rola uma visual packing list...  Ah, e para quem não entendeu as fotos, são bolinhos apetitosos, tipo para comemorar a novidade. Tá bom, não teve muito a ver, né? Mas gostei das cores "cremosas". Beijos pra todo mundo!

Quase no fim da caminhada!


Já expliquei o contexto e agora basta dizer que estou chegando no fim da caminhada! Pelo menos de uma etapa... O trabalho está quase, quase no fim e não vejo a hora de sair em direção à casa de câmbio mais próxima para trocar meus ricos Reais por Pesos Argentinos desvalorizados (adoooro ser emergente!) Acho que amanhã temos notícias da Jub também (vocês conhecem a Jub, né?) que estará no show do U2 desta noite como enviada especial do Road Trip (será que eu estou levando esse blog muito a sério? hehehe) Notícias de Sampa e notícias de Bono Vox...


E nesses dias de marasmo por aqui, estou explorando fotografias temáticas - já que eu adoro fotografia e acho que vocês também! Hoje,o dia é das imagens de caminhadas no bosque da fotógrafa Ffîon (que é meio chata e não diz de onde é). Muito mais coisas legais no flirckr, só clicar no link.


Inspirem-se, mas não se percam na floresta!
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