Hotéis Incríveis: The Carlyle

Tenho sentimentos conflitantes em relação à tag "hotéis incríveis"... Adoro fingir que sou rica e que vou dar uma de Carrie Bradshaw e me hospedar no Carlyle na próxima ida à NY, mas quando acesso o link "reservations" do website do hotel, a realidade me atinge como um caminhão de lixo em alta velocidade.


Dizem que a aristocracia americana é Upper East Side local, e a cúpula iluminada do The Carlyle Hotel está no coração do bairro, a apenas alguns metros do Central Park. Podre de estiloso, o lugar se tornou famoso (entre os mortais, como nós) depois de ser escolhido como uma das locações para o filme "Sex and the city". E a regra, todo mundo sabe: se Carrie Bradshaw e suas miguxas passaram por lá, o lugar é a cara de NY!


Inaugurado depois da grande depressão, em 1932, o hotel em estilo art-decor logo se tornou um ícone em Manhattan e sempre teve hospedes list-A. Cantores, modelos e chefes de estado (como Carla Bruni, que curiosamente se enquadra nas três categorias) circulam pelos corredores do hotel e frequentam os bares e restaurantes bacanas que o Carlyle abriga. O mais famoso dinning por lá é o Bemelman´s Bar, onde Mss. Sex and The City tomou muitos Cosmopolitans...


Quem aguenta tanto glamour?

Uma viagem em 2000 fotos



Flanar, do francês Flâneur (ui!), é um modo de caminhar, observar e experimentar a cidade. Em "Around the world in 2000 pictures", o fotógrafo Alex Profits resolveu experimentar um passeio contemplativo por Paris, Barcelona, Tóquio, Nova York, Londres, Berlim e São Petesburgo e fazer clicks sequenciais para compor um vídeo super bacana. A viagem não é exatamente uma volta ao mundo (já que o mundo não se resume a 7 cidades!) e a idéia também não é exatamente uma novidade (vocês conhecem o projeto Le Flâneur?), mas vamos deixar isso de lado...

                    

A sequência de fotos é muito legal e dá pra imaginar que as montagens do vídeo deram muito, muito trabalho. O vídeo é um pouco lento (o conceito é flanar, não esqueça!), mas vale a pena assistir. O problema é controlar a vontade de fazer a mala e comprar a primeira passagem promocional disponível para um desses lugares depois!

Scrapbooks!


Eu adoro adoooro o conceito de scapbooks! Nunca tive um (só no Orkut mesmo - #solastweek), mas acho a idéia linda e gostaria muito de um dia me dedicar a montar um para as lembranças de viagem. Sim, porque os scrapbooks podem conter qualquer coisa que seja colável numa folha de papel. Guardanapos, folhas e flores secas, embalagens bacanas, envelopes e laços de fita, tudo vai parar lá. Aí, o álbum da viagem vira um livrinho de referências do lugar!


Uma ótima maneira de exercitar a sensibilidade é tentar reproduzir a estética da viagem no scrapbook. A luz, o clima, o jeito das pessoas, o sabor das comidas e tudo o mais que puder libertar a criatividade pode ser expresso nas páginas do livrinho. Assim, o álbum acaba virando espaço para guardar comentários e impressões do momento que, as vezes, acabam se perdendo na memória!


Nos Estados Unidos e na Inglaterra, os scrapbooks são verdadeiras instituições e há um mercado enorme de acessórios para compor um. Por aqui, a gente não tem muita coisa e o jeito é se virar com alguns papéis bonitos e muita criatividade... Por isso, se a idéia é fazer um álbum neste formato, junte o máximo de recordações que você conseguir trazer pra casa e depois, organize tudo de um jeito bem pessoal. Mais estiloso, impossível!

Você percebe que está viajando demais quando...

Vocês já sentiram aquela vontade louca de voltar pra casa depois de algum tempo na estrada? Viagens muito longas, ou o conjunto de várias pequenas viagens em sequência, acabam nos tirando completamente da rotina e, às vezes, é preciso pegar o caminho de volta para colocar a vida nos eixos novamente. Se você é do tipo que não sabe a hora de parar (porque viajar é tão bom, né), elaborei uma listinha de sintomas da "síndrome das viagens excessivas" (SVE). Se você responder "sim" a pelo menos uma das perguntas a baixo, está na hora ir pra casa...


As roupas limpas acabaram? Lidar com a lavanderia é difícil durante as viagens, né! Até dá pra lavar uma peça ou outra na pia do banheiro do hotel, mas roupas mais pesadas, como as calças jeans, vão sempre no limite da honra. Afinal, não costuma sobrar tempo nem dinheiro para mandar lavar roupas no hotel. Pra dar um jeito na situação, a gente vai comprando roupas novas, mas antes de sair pelo mundo carregando um monte de sujeira, considere uma parada estratégica em casa!

A necessaire está sempre pronta? Sintoma gravíssimooo de viagens em excesso! Você até vai pra casa, mas passa tão pouco tempo que só abre a mala para tirar a necessaire, que fica prontinha no balcão do banheiro. Se nem vale a pena tirar a pasta e a escova de dentes do kit de viagem, acione o alerta laranja da SVE...

O roaming sai mais caro que as ligações na conta do celular? Sinal de que você está passando tempo demais longe de quem gosta. Antes de comprar um Nextel "para falar ilimitado em qualquer lugar" (jabá feelings), volte pra casa e converse com quem realmente interessa!


Acorda no meio da noite sem saber onde está? Esse é o alerta vermelho total. Quem já acordou se perguntando onde está sabe que a sensação é terrível. Demora um tempo até a gente se ligar que está num quarto impessoal, frio e desconhecido de hotel e até que a ficha caia (gíria idosa) dá um desespero... Depois disso, só dá vontade mesmo de dormir em casa.

Não sabe mais qual dia da semana é hoje? A falta de ordem atinge níveis críticos quando a gente nem sabe mais em quê dia da semana está. Se sábados e terças feiras se tornaram exatamente iguais, é preciso tomar uma injeção de rotina na veia. Volte pra casa e assimile de novo a diferença (óbvia) entre o domingo e a segunda-feira. Depois disso, pode tentar fugir da rotina outra vez... 

Até os Ziplocks podem ser lindos!

Ziplocks são super úteis em viagens internacionais! Afinal, todos os líquidos que carregamos na bagagem de mão têm que estar acondicionados dentro dos benditos saquinhos (já falei sobre isso aqui, lembram?) O normal é que os ziplocks sejam todos meio iguais e sem graça, transparentes e com uma etiqueta branca para quem quiser descrever o que há lá dentro. Mas como tudo na vida pode ganhar um pouco mais de charme....


A mocinha do babelisme resolveu ir um pouco além da identificação em etiquetas e decorou os seus ziplocks com desenhos fofos! Eu sou uma típica virginiana e adoro organizar coisinhas dentro de saquinhos, e saquinhos bonitinhos assim viram objetos de desejo. Adivinha só se eu não vou pintar os próximos ziplocks que aparecerem na minha frente?


Já que estamos em clima de fofuras...

So Cute... Um tour por Tóquio


O Japão aos poucos se recupera do terremoto e todos nós fazemos votos para que a vida no país volte ao normal em breve. Por enquanto, a gente ainda não pode planejar viagens à Terra do Sol Nascente, mas um tour guiado por este ursinho fofo aí de cima certamente vai nos fazer sonhar com Tóquio!


Na primeira foto, o ursinho está na janela do Mandarin Oriental Tokyo, um hotel super bapho que certamente estará na nossa listinha de hotéis incríveis nos próximos dias. Eu procurava imagens legais do Mandarin quando me deparei com a foto e entrei no flirck dos autores (aqui) para conferir todas as aventuras do teddy bear pela capital do Japão. Descobri que ele foi parar num mercado de peixes, tomou uma no Omote-Sando e esteve no aquário também.


Olha a foca baby... Por que tudo no Japão tem que ser tão bonitinho? Adorei a idéia do ursinho e vou levar uma das minhas ovelhas para passear na Argentina! Depois posto uma foto de todas juntas para vocês me ajudarem a escoher. Beijos pra todo mundo e boa semana!

Dicas de Poa: Bah

Hoje fui à Zona Sul de Porto Alegre com o objetivo de fazer umas fotos em comemoração ao aniversário da cidade. A capital gaúcha completou 239 anos ontem e eu queria prestar uma homenagem ao lugar onde vivo há 4 anos (indo pra 5... o tempo passa!) e que eu gosto tanto. Só que as frentes frias de início de outono começam a chegar no Sul e o tempo estava feio que só por aqui! Aí, deixei a photo shooting pra outro dia e fui conhecer um restaurante novo, o Bah!


Com a proposta de revisitar alguns pratos típicos da comida típica gaúcha (que eu adoro) o Bah tem um cardápio eclético, que mistura as influências coloniais e campeiras, tradicionais da culinária regional, com um toque de sofististicação francesa. Os ambientes fogem dos estereótipos de restaurantes típicos, mas tem um ar meio business, já que Bah fica no Barra Shopping Sul (e restaurante de shopping é aquela coisa meio "reunião de trabalho", né!)


Com tempo feio e tudo, ficamos no deck externo, no segundo piso, já que a vista para o Guaíba está entre as melhores experiências que o Bah pode proporcionar. Já comida... Tudo muito bom, mas sem um toque especial que tornasse os pratos inesquecíveis. Tudo meio com gosto de "já comi isso antes", sabe? Inclusive a sobremesa.


Eu gostei do restaurante (apesar dessa chatice toda), mas achei que a proposta do Bah é meio pretenciosa, por isso a mini decepção. Voltarei lá com certeza e recomendo demais para quem visita Porto Alegre e quer fugir das churrascarias cliché!

Decoração: Polaroides viram descanso de copo!


Adoro dicas simples de decoração. Esses descansos de copo em formato de fotos Polaroid não são o máximo? Achei lindinhos demais.


Já que na era das digitais a gente quase nunca se lembra de revelar fotos e ter registros materiais das nossas viagens, achei a idéia ótima para guardaras recordações de lugares e pessoas especiais. Pra quem tem habiliadades manuais, deve ser fácil de fazer. Quando me sobrar um tempo livre (#inyourdreams) posso tentar um DIY!

Micro Luggage: melhor idéia ever!



Deus abençoe quem inventou as malas com rodinhas. Mas quem concebeu a Micro Luggage deve ser beatificado! A colaboração entre a fabrcante de scooters Micro Mobility e a Sansonite, marca de bagagens super famosa, deu origem a essa mala que se transforma em patinete e pode ser pilotada por um adulto de até 100 quilos. O case tem capacidade para 26l e está de acordo com as especificações internacionais de bagagens de mão. O melhor de tudo é que a Micro Luggage garante locomoção rápida nos aeroportos do mundo. Olha só que divertido!

                    

Aposto que quem frequentou aeroportos na infância jamais esqueceu da sensação de deslizar pelo chão lisinho, lisinho, a bordo do carrinho de bagagens (normalmente empurrado pelo irmão ou primo, com força total, com o objetivo de fazer um strike em quem estivesse na frente)! Pois a invenção da Micro-Luggage nos garante a possibilidade de patinar de novo pelos saguões e salões de embarque. E dessa vez a mamãe não vai estar por perto para puxar a orelha de ninguém! Uma diversão a mais para a lista de 10 coisas pra fazer no aeroporto quando o vôo atrasa... É uma pena que o modelo não tenha sido lançado no Brasil, mas ficadica quiser comprar malas no exterior.

O olho mágico sobre Pelotas



Eu já comentei alguma coisa sobre Pelotas aqui, lembram? Tenho estado pela lendária cidade gaúcha (famosa pelas piadinhas infames) ultimamente por conta do trabalho e há tempos tenho vontade de mostrar um pouco deste lugar tão legal pra vocês. A falta de tempo para fazer passeios e conseguir bons clicks da cidade me fazem adiar o super post com dicas de passeio e informações culturais para outra oportunidade, mas o post das fotos pelo olho mágico me deu uma idéia...


Hoje, no caminho de volta pro hotel, parei numa loja de ferragens e comprei um olho mágico por R$ 3,90. Aí, saí caminhando pelas ruas do centro da cidade para testar o meu novo "equipamento" fotográfico (ui!) E não é que deu certo, gente?! Demorei a entender que é preciso dar um pouco de zoom na câmera antes de "acoplar" o olho mágico (olha o termo técnico). Quando me dei conta disso, as fotos funcionaram bem!


É a Nina matando a cobra e mostrando o pau pondo em prática as dicas do Road Trip! Quando eu tiver uma folguinha do trabalho, juro que falo um pouco mais sobre Pelotas. Eu acho que vocês vão gostar da cidade. Ah... e nós podemos até fazer um concurso de piadas de gaúcho nos coments, que tal? Heheheh!

Sapatos para viagem

A escolha do sapato para viajar é muito importante, gente! Afinal, uma ferida no calcanhar pode acabar com o humor e a disposição de qualquer cristão (judeu, muçulmano, budista e ateu também). Na hora de tirar do armário os eleitos para pisar em territórios desconhecidos, certifique-se de que os pares são super confortáveis e apropriados para as condições climáticas e o relevo do lugar a se visitar. Como aqui no Road Trip a gente adora adoooora listinhas com recomendações, seguem algumas dicas para não errar na hora de fazer a mala de sapatos para viagem. Um How to saindo no capricho!


1) Descer do salto sim, mas perder a phiness jamais: Mocinhas do meu Brasil, esqueçam o salto 15 para bater perna durante os passeios. Andar de sapato alto já é uma missão difícil demais em salões de festa, então nem tente caminhar em calçadas! Os riscos são enormes e vão desde bolha no calcanhar a fratura no osso da bacia... Na melhor das hipóteses, os sapatos se tornarão incrivelmente desconfortáveis e farão com que um dia de passeio maravilhoso seja lembrado como um martírio!

2) Sapatilhas, só com test drive: Você se convenceu a pendurar o salto alto e resolveu comprar uma sapatilha para a viagem? Ótima idéia, mas não esqueça detestar bem o sapatinho novo antes. Porque quem usa sapatilhas sabe que elas podem ser muito desconfortáveis antes daquela boa "amaciada". Estréie as suas com pequenas caminhadas pelo shopping e depois vá aumentando a intensidade do uso. Não esqueça de levar band-aids na bolsa, porque as danadas podem machucar os pezinhos mais delicados.



3) Na dúvida, vá de tenis: Todo mundo sabe que sapatos bonitos nunca são os mais confortáveis, então deixe seu senso de estilo de lado (e seu orgulho também) e use tenis em quase todos os momentos da viagem. E nem me venha com All Stars e assemelhados porque um Nike Shocks horrorível está anos luz à frente no quesito conforto. Se a viagem for para o exterior, compre seus tenis lá na gringa e use-os até enjoar. De volta para casa, restrinja o uso dos tenis para o lugar apropriado, ou seja, a academia!

4) Consulte a previsão do tempo e não as revistas de moda: De quê adianta levar um monte de sapatos bacanas na mala quando nenhum deles é apropriado para chuva ou neve? Antes de sair de casa, não esqueça de dar uma olhadinha na previsão do tempo e escolha o melhor sapato para as condições. Galochas e botas impermeáveis estarão com tudo nos climas frios e úmidos!


5) Confira as condições do terreno: Além do clima, é bom saber como é o "solo" da região visitada. Isso parece até conversa de geólogo, mas é bom estar preparado para andar em terrenos escorregadios, cheios de areia fofa ou sujos de barro nas viagens off-road. Na cidade, também é importante saber se as calçadas do lugar são minimamente aceitáveis!

PS: As calçadas das fotos aí de cima ficam em Pelotas. Achei super legal os desenhos dos ladrilhos pelas ruas daqui. No mais, ignorem os meus pezinhos feiosos...

Fotos pelo olho mágico


Quando a gente acha que a tecnologia já superou a criatividade humana, eis que surge uma novidade ridiculamente simples e artesanal pra surpreender todo mundo (e deixar os geeks da Apple pensando em novos apps legais para o iPhone...) Pois não é que alguém teve a idéia de acoplar um olho mágico na lente da câmera fotográfica para dar um efeito diferente às imagens? Super tendência para dar uma renovada nas fotos. Olha aí o resultado!


A técnica é simples: vá até uma loja de ferragens e compre um olho mágico qualquer. Depois, é só segurar a peça em frente à lente da sua câmera (é, a sua digital normalzinha da silva mesmo) e... Voilá! Tire uma foto exótica e com cara de trabalho profissional! É bom levar a máquina fotográfica para a loja de ferragens para testar o "equipamento" antes de comprar o tal do olho mágico, mas eu acho que não tem muito mistério!


Então, gente, a lição do dia é: Pra quê comprar câmeras sofisticadas (e caras) e lentes super-ultra-incríveis (e caras) se ainda dá pra usar um recurso simples (e barato)? Vou testar demais a novidade na próxima viagem! Até porque vocês conhecem a má fama da minha máquina fotográfica. Só quero ver se vou conseguir segurar o olho mágico e apertar no botão da câmera ao mesmo tempo sem derrubar nenhum dos dois itens no chão (#inyourdreams)!

Hotéis Incríveis: Le Royal Monceau

Se o assunto da tag "hotéis incríveis" é charme e glamour, não dá pra entender como nenhum home boutique parisiense apareceu por aqui até agora! Afinal, a capital francesa é sinônimo de tudo o que é chique-lindo-e-sofisticado, além de abrigar alguns dos hotéis mais impressionantes do mundo. O 5 estrelas Le Royal Monceau entra na nossa seleção como um representante típico do estilo de vida na cidade-luz: moderno, luxuoso e muito, muio aristocrático.


O hotel, que existe desde 1928, foi fechado em 2008 para uma remodelação completa e reabriu suas portas em 2010, mostrando ao mundo o lindíssimo projeto de decoração de Philippe Starck. Como se isso não fosse suficiente para atrair fashionistas e apaixonados por design, o hotel inaugurou também o Royal Éclaireur, uma loja que reúne objetos de arte e coleções de moda. Ah, e as atrações não param por aí! Pelos salões do Royal Monceau, o hóspede chiquérrimo ainda pode visitar a galeria Art District, com exposições de artistas badalados do mundo todo ou renovar seu estoque de cultura na Livrairie des Arts e ainda assistir a um filminho no exclusivo Cinéma des Lumières. Fazendo biquinho, claro!


O hotel é "a casa em Paris" para muitos artistas, cantores, diretores de cinema e modeletes. Se você quiser ter alguma celeb bacana como vizinho de porta, é só desembolsar 800 Euros por noite (reservas aqui). Quem quiser só desfrutar dos restaurantes, bares, lojas e cinema também tem vez por lá (reservas aqui). Mas é bom preparar a careira de todo jeito! 

Living BsAs... Em Palermo!

Hello, caro leitor do Road Trip! Sou péssima com apresentações, mas enfim... Depois de algum tempo de amizade blogueira, a Nina convidou a mim, Aline do Living BsAs, para uma participação exclusivíssima aqui no blog. Minha missão é criar uma espécie de guia básico para o turista perdido em Buenos Aires, o que vai se estender por alguns posts. Portanto, se joga na primeira parte!


Dentre os bairros mais bonitos, seguros e caros de Buenos Aires, o Palermo se destaca pela a agitada vida cultural e a extensa área verde. Entre os pontos turísticos com destaque total por lá estão o 
Jardim Japonês e o Jardim Botânico. O Jardim Japonês (na foto) é um dos lugares mais bonitos de Buenos Aires! Você pode passar o dia inteiro lá, alimentando os peixes, visitando o museu ou se dedicando a alguma das infinitas atividades culturais, educativas e gastronômicas. São oferecidas visitas guiadas diariamente, às 15:00hs. Já o Botânico, que foi fundado em 1898, conta com uma coleção de esculturas que é coisa muito fina! Além disso, possui um museu, biblioteca e 5 estufas. Não raramente, serve de palco para exposições, concertos ao ar livre e outros eventos. A entrada é gratuita!


Também não dá pra ir ao Palermo sem conhecer o MALBA (Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires). O espaço super moderno é um dos principais museus de Buenos Aires. Na sua coleção estão obras de Diego Rivera, Frida Kahlo e Tarsila do Amaral (o Abaporu está lá!). O MALBA também oferece aos visitantes atividades culturais  bem ecléticas, abrangendo pintura, fotografia, literatura e cinema. Se você não gosta de museus ao menos vai lá e se joga na lojinha de bugigangas, que é bem legal!


E pra acabar o passeio com mais comprinhas, quase ao lado do MALBA está o shopping Paseo Alcorta, que é certamente um dos melhores, contando não só com as grifes internacionais, mas também com as principais marcas argentinas, como: Complot, A.Y. Not Dead, Akiabara, etc. Porém, o principal lugar para aflorar os instintos consumistas em Palermo é a zona dos outlets, que fica na Av. Córdoba, entre o 4.300 e o 5.200.

Living BsAs


Eu não disse que tinha uma viagem no gatilho? Vamos para a Argentina em breve e, enquanto o dia da partida não chega, convidei a Aline, amiga do Living BsAs, para dividir umas dicas sobre Buenos Aires! Para quem ainda não conhece, o Living é um espaço super bacana que concentra informações sobre turismo, gastronomia, compras, estilo de vida e cultura (muita cultura!), sob o ponto de vista de uma brasileira descolada que mora na capital portenha desde 2007. Além das descobertas da Aline pela cidade, recomendo demais os posts sobre cinema argentino, que ocupam boa parte do espaço do Living e são referências super atualizadas para quem adora os filmes made in Ar. Eu adoro! Pra estrear o primeiro post com a tag "Parcerias", que tal um passeio pelo Palermo?

Todo mundo odeia... Bagagens de mão

As companhias aéreas brasileiras fazem vista grossa para as especificações de bagagem de mão e muita gente se aproveita da situação para não despachar volumes grandes e que ocupam um espaço enorme no bagageiro do avião. Aí, a hora do embarque se torna uma disputa por qualquer centímetro cúbico onde possa caber mais uma bolsa ou sacola. Alguns passageiros até tentam desafiar as leis da física e fazer com que dois corpos ocupem o mesmo lugar no espaço, mas o resultado disso é que a bagagem mais delicada acaba chegando ao destino final semi-destruída! Eu ODEIO quando isso acontece comigo e pensei em algumas dicas que podem ajudar a evitar esse drama...



1) Elimine a bagagem de mão: Não é justo que alguns passageiros embarquem com 50kg e não sobre espaço para você guardar suas coisinhas, mas se os dias são de guerra, seja bravo e faça a sua parte! Só que reduzir a bagagem de mão implica aumentar o peso da bagagem despachada, e como a franquia é de 23kg, você pode acabar caindo no dilema da maioria... Carregar muito peso na mão ou correr o risco de pagar excesso de bagagem?

2) Distribua o peso pelo corpo: O dilema não tem solução, então o jeito é pensar em alternativas. Aproveite que não há nenhuma limitação em relação ao próprio peso dos passageiros (por enquanto!) e coloque quatro camisetas dois casacos, uma calça e uma bermuda por cima. É provável que você passe um pouco de calor e aparente estar muito gordo... Por outro lado, o look em camadas é tendência para o inverno 2011 e você ainda vai poupar muito espaço na mala. Assim, se libera da bagagem de mão!



3) Chame atenção para a sua bagagem: Tudo bem, você não quer abrir mão do seu direito para aquele bando de folgados os passageiros que insistem em burlar as regras! Então, garanta que ninguém se atreva a espremer os seus pacotes no fundo do bagageiro. Faça embalagens estranhas, cole fitas adesivas chamativas e escreva "frágil" em toda superfície. As pessoas respeitam muito mais os volumes quebráveis (mesmo que não haja nada delicado lá dentro).

4) Supervalorize o seu pacote: Quando aquela mala enooorme estiver prestes a amassar a sua bagagem, diga ao mundo o que você está carregando. Sim, os cristais que você trouxe de Praga ou a porcelana que veio de um antiquário de Paris. Pode ser tudo mentira, mas faça os outros passageiros saberem que sua bagagem é valiosa! Quero ver se alguém vai querer arcar com o prejuízo se algo de ruim acontecer!

5) Chegue por último: Tentar chegar cedo não adianta mais, porque os ladrões de espaço passageiros experientes conseguem sempre ser os primeiros a entrar no avião para guardar suas bagagens enormes do jeito mais inconveniente possível. Então, chegue no fim e esteja disposto a fazer um barraco para garantir que as bagagens fora do padrão não ocupem o lugar da sua inocente sacola. Escolha um alvo (aquela mala preta do executivo apressadinho), chame o comissário-chefe e mostre como bagagens fora do padrão atrapalham a vida de todo mundo. O dono da mala gigante provavelmente vai viajar sentado em cima ela, refletindo sobre a lição que acabou de tomar!

Visual packing lists


Aquela road trip pelo Brasil não aconteceu, mas já dei um jeito de arranjar outra viagem... Infelizmente, eu ainda não sou uma viajante profissional (apesar das aspirações do meu alter-ego) e essa saída de Porto Alegre vai ser meio tensa em função de alguns compromissos do trabalho. Então, nessas semanas que antecedem a viagem, estou adiantando algumas tarefas e, no intervalo entre uma atividade e outra na frente do computador, dou uma passadinha nos meus blogs preferidos para me inspirar! A novidade que eu achei nas minhas andanças recentes são as visual packing lists.


A modinha começou no wildfox, quando a blogueira desocupada resolveu fotografar os itens que entrariam na sua bagagem para matar as leitoras de inveja dar dicas de peças legais para ter na mala. Aí, todo mundo começou a espalhar suas peças must have em cima da cama (tudo milimetricamente "desorganizado") e fazer uns clicks. Achei a idéia interessante principalmente quando os autores das fotos anunciam onde vão levar suas roupinhas legais para passear e quanto tempo a trip vai durar. Assim, dá pra ter uma idéia do que é preciso levar em viagens parecidas!


Mesmo que a gente não tenha esse desejo big brother de mostrar tudo o que carrega na mala, organizar as peças em cima da cama e fazer um click é bom para dar uma noção melhor de tudo o que vai (ou não) ser levado na viagem. Uma contribuição e tanto para o método virginiano de arrumação de malas!

Museus: modo de usar

Os museus surgiram na Europa do século XVI como coleções particulares de objetos curiosos. No Iluminismo, as instituições se abriram para o público num movimento de caráter anti-aristorático que pretendia universalizar o acesso à cultura e ao conhecimento. Hoje, os museus estão espalhados pelo mundo todo e recebem milhares de visitantes por ano. Alguns deles são tão democráticos que sequer cobram entrada para a visitação do acervo. Apesar disso, muita gente não se sente confortável em meio a obras de arte e relíquias antropológicas e é capaz de sair de Paris sem ter visitado o Louvre!


Se um dos objetivos deste blog é ajudar quem gosta de viajar a se tornar glamurosamente arrogante a aproveitar ao máximo os momentos longe da rotina, não podemos ignorar o potencial dos museus para upgrades culturais e compra de souvenirs estilosos! Ao conhecer uma cidade nova, é importante saber quais são os principais museus instalados ali e se informar sobre os acervos de cada um. Mesmo que você não conheça nada (e ache chatérrimo passear por um museu), não ignore a riquesa cultural que as instituições abrigam e siga esse "how to..." para aproveitar o passeio pelas galerias.


1) Saiba o tamanho do museu e a importância do seu acervo: EU sou uma das pessoas que foi a Paris sem conhecer o Louvre (aham! e a credibilidade vai parar aonde agora?). Mas há uma explicação razoável para isso... O museu é enooorme e eu não teria tempo para percorrê-lo. Para não ir ao Louvre só pra dizer que fui, preferi deixar a "visita perfeita" para a minha próxima ida a Paris (ainda na tag "just my imagination..."). Claro que o tamanho do museu não é um problema se você não quer ver absolutamente TUDO o que há lá dentro. Por isso, é preciso escolher antes por quais corredores se perder!

2) Faça uma visita antes da visita: Hoje em dia, a coisa mais fácil do mundo é conferir o acervo dos museus importantes pela internet. Além dos sites oficiais de cada um, ferramentas como o Google Street View permitem que você veja o interior dos prédios (já falei sobre isso aqui) e tenha uma noção bem real do que vai encontrar. Pra quem não é muito adepto da tecnologia, existem também muitos guias impressos, que podem ser comprados em livrarias comuns (no caso dos museus mais famosos) ou estão disponíveis em bibliotecas (as das faculdades de artes, principalmente). É só conferir tudo antes e traçar um "plano de ação" para a visita real.


3) Não ignore os guias: Se você não quer se preocupar com a ida ao museu antes da viagem, é só aderir a uma visita guiada, conduzida por pessoas que entendem do assunto e têm o maior prazer em explicar tim-tim-por-tim-tim os detalhes do acervo. Se este serviço não estiver disponivel, é provável que a instituição ofereça visitas teleguiadas (aqueles famosos fones de ouvido com gravações interminaaaveis) em vários idiomas. Também existem guias/mapas impressos bastante detalhados e de distribuição gratis!

4) Compre os souvenirs primeiro: Tá bom, você só está interessado mesmo em comprar os souvenirs? Sem problemas, mas passe na lojinha do museu antes de visitar o acervo. Assim, entre as publicações, cartões postais e réplicas de obras importantes, você vai ter idéia do que há lá dentro! Durante o passeio nas galerias, você pelo menos vai saber quais são as peças mais importantes: aquelas que ilustravam as canecas, caderninhos e ímans de geladeira, claro!

PS: As imagens que ilustram o post são do fotógrafo nova-iorquino Andy Freberg (ui!) e foram roubadas encontradas aqui.

Travesseiros de bordo: por Rachel Bilson

Nas viagens longas, um travesseiro faz toda a diferença para quem quer chegar no destino sem um torcicolo horroroso bem disposto. Já que não dá pra contar com a cortesia das companhias aéreas - porque conseguir travesseirinho em vôo doméstico é quase um milagre - é melhor levar o seu na necessaire de viagem. Os modelos disponíveis no mercado variam em tamanho, formato, material de preenchimento... Alguns deles têm até com entrada para mp3 e fones de ouvido, outros emanam vapores aromaterápicos e há ainda aqueles em formato de bichinho (eu ainda não mostrei a minha ovelha de bordo pra vocês?). Com tantas opções, não é que a celebrity desempregada desde o fim de The OC Rachel Bilson resolveu levar o seu travesseirão de casa para viajar?


Foi assim que a atriz desfilou pelo Aeroporto de Los Angeles no último dia 10 (thevoguediaries). Nada contra, afinal, o travesseirão de casa também quebra o maior galho no hotel para quem tem dificuldades em se adaptar aos formatos e alturas de travesseiros estranhos. Só que a fronha da casa da vovó não combinava com a Chanel 2.55 cinza de jeito nenhum! Eu não me arriscaria a carregar um volume desses, especialmente se um exército de papparazzis estivesse a postos para mais um click... De qualquer jeito, ficadica da tendência!

Musica: Sia - I´m in Here

Tem gente que chega e quer voltar, tem gente que vai e quer ficar ficar... As viagens são pontos de partida para encontros e despedidas! Quando representa o fim de um bom momento ou a distância das pessoas que a gente gosta, viajar pode ser tão triste quanto essa canção da cantora australiana Sia aí embaixo. Sia Furler está na estrada desde 1997, mas a música "I'm in here" bombou depois da estréia da 4a temporada de Gossip Girl, quando virou tema do casal Blair e Chuck. Eu ainda não tinha assistido ao clip, que é super lindo! Clica aí pra ver também.
              
                    


Recife nas alturas!

Eu queria ter feito um post especial sobre o skyline de Recife, mas não consegui as imagens boas e acabei deixando pra depois. Apesar disso, fiz fotos de despedida da janela do avião que ficaram bacanas aceitáveis. O monte de prédios aí de baixo ficam no final da praia de Boa Viagem, já chegando em Piedade (que é bairro de um outro município, Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife). Alguns deles chegam a medir quase 100m de altura e estão entre os mais altos do Brasil. Achou muito? Pois saiba que Recife tem skyscrapers de até 131m de altura!



 No Recife, o embalo da construção civil dos últimos 10 anos fez com que a cidade se tornasse a terceira mais verticalizada do Brasil - depois de São Paulo e Rio - e a vigésima primeira no ranking mundial de edifícios de grande porte. Ah, e vale dizer que a consultoria realizada pela Emporis, companhia alemã especializada em dados sobre edifícios, levou em conta apenas os prédios do Recife e deixou de fora os paredões da Região Metropolitana (como alguns desses aí da foto).

Sempre que visito Recife, tenho a impressão que os prédios de lá são maiores do que os de qualquer outra cidade do Brasil. E não é que isso é verdade? Na reportagem do Jornal do Commércio que divulgou as informações que recheiam esse post, o gráfico aí de cima comprovou que Recife abriga o maior edifício do Brasil. Deixando de lado o caos no trânsito e as ilhas de calor que se formam na cidade, até que a verticalização da cidade é um atrativo interessante para quem visita a capital pernambucana!

O pôr-do-sol visto lá de cima


Antes do blog, eu não era muito ligada em fotos e nem me preocupava em ficar espiando o céu da janela do avião. Acontece que, com a necessidade de ter um arquivo de imagens (para não ficar roubando só no  ctrl C + ctrl V nas fotos dos sites e blogs alheios) eu comecei a fazer mais clicks e fiquei mais interessada no que acontece ao meu redor enquanto estou viajando. Sexta-feira, na volta para Poa, vi esse pôr-do-sol incrívi incrível e, com a câmera em punho, fiz umas fotos (meio precárias, mas deu pra captar o momento).


O pôr-do-sol em Porto Alegre é um dos cartões postais da cidade. No verão, às margens do Guaíba, garanto que nenhuma outra visão pode ser mais bonita na capital gaúcha. Talvez, só essa imagem da janela do avião... Mas vista áerea é covardia, né! Do alto a gente está sempre num ângulo privilegiado.

Terremoto no Japão e outros acidentes de percurso

Por mais que os viajantes precavidos pensem em situações adversas que podem acontecer durante visitas a destinos desconhecidos, ninguém está preparado para catástrofes da magnitude do terremoto que atingiu o Japão na manhã de ontem. As autoridades japonesas não podem informar quantos turistas estão no país neste momento, mas é certo que muitos estrangeiros estão desabrigados e sem recursos. As embaixadas tentam contactar os cidadãos que podem estar no Japão e muitos turistas se apresentam nas representações diplomáticas de seus paises em busca de ajuda e providências para voltar pra casa.


O terremoto no Japão é mais uma entre muitas tragédias que acometeram destinos turísticos importantes nos últimos tempos. Se fosse possível prevê-las, é claro que ninguém pouca gente se arriscaria a viajar e as autoridades locais empreenderiam esforços para salvar a população das piores consequências. Mas o fato é que não dá pra saber exatamente quando um terremoto, tsunami, furação, enchente ou mesmo um conflito político que pode resultar em combates e guerras está para acontecer. Por via das dúvidas, é bom saber quais são os riscos envolvidos em cada viagem e procurar não subestimá-los. Não é pra ter medo de tudo e muito menos deixar de viajar, mas é importante estar ciente sobre os procedimentos de segurança recomendáveis em casos extremos.

Primeiro, tenha a mão o endereço da embaixada brasileira e descubra como chegar lá assim que pisar nas ruas do novo destino. Depois, informe-se sobre como agir nos momentos de pânico (no Japão mesmo, todos os hotéis disponibilizam informativos sobre o que fazer durante um terremoto e a população é treinada para as situações extremas). Também não esqueça de fazer um seguro de viagens, que pode cobrir despesas com saúde e mesmo perdas materiais, e se informe direitinho sobre os seus direitos antes de sair de casa. Ah, e se você está em busca de adrenalina e quer mesmo ver uma erupção vulcânica no Etna ou ficar frente a frente com um grupo de guerrilheiros na Colômbia, certifique-se de não ter escolhido "o pior momento" para sua viagem exótica. Certamente, ninguém queria estar no Japão quando o maior terremoto da história aconteceu... 
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