Balanço final da Road Trip: Hospedagem

Ainda que as viagens continuem, a road trip entre Porto Alegre e Recife acabou e é hora de fazer os balanços finais. Eu já contabilizei os gastos com pedágios e outros transportes, mas a avaliação dos hotéis e pousadas que serviram de paradas durante os 15 dias de estrada merece uma atenção especial. Sim, porque nesse caso não é só o valor gasto que interessa, já que a qualidade dos serviços prestados difere muito e influi na percepção do preço das diárias.
A notícia boa é que hotéis e pousadas no Brasil não são tão caros quanto eu imaginava. Lembra que eu tinha estimado gastos médios de 200,00 com diárias no orçamento da road trip? Pois fechamos a conta com gastos médios de 120,00 por dia. As soma de 13 diárias (economizamos uma quando dormimos na casa da Gabi no Rio) chega a 1.556,30 reais, o que é muito bom! A notícia ruim, contudo, é que o padrão dos hotéis e pousadas médios no Brasil é baixo.Claro que uma economia aqui e outra acolá nos fez parar em hospedagens mais baratas e com oferta menor de serviços, mas algumas vezes pagamos caro para ficar mal! O preço máximo de diárias foi 165,00 reais e o mínimo 65,00 reais. Em alguns dias, até que a gente queria pagar mais por mais conforto, mas certas localidades não oferecem boas opções! 

O que deu pra notar, de modo geral, é que não há um padrão intermediário para a rede hoteleira no país. Ou você paga muuuito caro em hotéis e resorts 5 estrelas com qualidade supostamente garantida, ou você fica sujeito a surpresas nem sempre agradáveis.  É difícil justificar quando um hotel é bom ou ruim, barato ou caro, porque essa avaliação depende de muitos fatores diferentes, as vezes tão subjetivos quanto expectativas e bom humor. Vou fazer uma análise geral, só pra dar uma idéia sobre os preços e as condições das acomodações! 

Em São Francisco do Sul (SC), Paraty (RJ) e Búzios (RJ) ficamos bem instalados e pagamos preços bem razoáveis: média de 165,00. Pelo que vimos em pesquisas na internet e conversas com outros viajantes, fizemos uma baita economia nas cidades do Rio de Janeiro, que costumam ser muito caras. Tivemos a sorte de pegar os preços da tabela de "baixa temporada". Apesar do verão e das férias, as semanas de maior movimento nos hotéis do país são as últimas de dezembro e as primeiras de janeiro.

Em Peruíbe (SP) e Ilha Grande (RJ), tivemos as piores experiências! Bom, nem preciso repetir que nada podia ser bom na famigerada praia de Peruíbe, quanto mais a hospedagem ... Pagamos caro para dormir tão mal! 120,00 em uma pousada muito desconfortável. Já em Ilha Grande, a decepção foi saber que não há - na ilha inteira - bons hotéis e pousadas. As instalações são todas bem parecidas e bem simples! Menos mal que não se paga muito em diárias por lá: os 80,00 que nos cobraram foram justos.

Em Ilha Bela (SP) e na Praia do Francês (AL), o problema era escolher entre hotéis caríssimos ou acomodações mais modestas - e nem por isso baratas! Nesses lugares, os hotéis e pousadas com menos estrelas compensam serviços inferiores com um pouco mais de charme e um atendimento pessoal. Em Ilha Bela, 135,00 reais a diária e 80,00 reais no Francês. Preços totalmente aceitáveis e até bem em conta, mas o problema é que as instalações não ajudavam muito... Já em Porto Seguro (BA), surpresa boa: pagamos 130,00 reais por um hotel bem bacana!

Em Vitória (ES) e Santo Antônio de Jesus (BA), paramos em hotéis fomos muito felizes em hotéis que nos deram o que prometeram: cama boa e chuveiro quente por um precinho camarada. 89,00 reais e 65,00 respectivamente. Sem luxos, sem frescuras, mas com muita honestidade!

Simpatias de Ano Novo


Brasileiro que é brasileiro não desiste nunca tem a sua simpatia de Ano Novo preferida! Tem gente que não dispense a roupa branca e a calcinha nova, e há quem pule as sete ondas e coma montes de uvas e romãs. Cada simpatia expressa desejos de paz, amor, dinheiro, sucesso... ou tudo isso junto! A minha simpatia é para quem quer garantir um 2011 cheio de viagens: deixar suas bagagens arrumadas na noite da virada. Eu ouvi sobre essa simpatia há uns anos atrás e, desde então, resolvi não desfazer as malas depois das viagem de fim de ano. Até aqui, não deixei de viajar pelo menos uma vez (nem que seja a trabalho). Não custa acreditar na sorte! 

Tabatinga é quase Tambaba


Depois da chegada em Recife, não fiquei muito tempo parada! Como eu contei aqui, a road trip seguiu para a Paraíba, mais precisamente para as praias do município do Conde, ao Sul do estado. Eu estou hospedada em Tabatinga, praia tranquila e ótima para passar os últimos dias de 2010 descansando! A região tem como paisagem falésias altas, que a tornam ponto procurado por praticantes de paraglider, além de rios, lagoas e a combinação perfeita de faixa extensa de areia + coqueirais. A praia mais conhecida do lugar é Tambaba, a primeira do Nordeste liberada para a prática de naturismo. Eu não vou postar as minhas fotos lá cheguei a ir lá, mas como a praia é uma continuação de Tabatinga, o cenário natural é bem parecido.

Falésias da praia do Coqueirinho
Os turistas que chegam por aqui especialmente os paulistas babacas morrem de curiosidade para conhecer Tambaba que, vamos combinar, é a praia nudista mais conhecida do Brasil. Pelos corredores de hotéis e pousadas, muitas são as histórias de curiosos que quiseram experimentar a sensação de ter grãos de areia em lugares nas partes íntimas bronzear o corpo todo sem frescura (#Roberto Carlos feelings). Escutei alguns que contaram que a vida sem roupas é meio estranha nos primeiros momentos, mas depois todo mundo se acostuma! Mas pra quem acha que é só tirar o biquini e se jogar, os visitantes de Tambaba têm que concordar com algumas regras de convivência que prevêem, por exemplo, que homens desacompanhados não podem frequentar o balneário e fica proibido o uso de máquinas fotográficas ou filmadoras. Ah, e ninguém pode usar roupas, claro!

Outros gastos em transportes


Além dos gastos com pedágios, outras despesas com transportes - travessias de balsa, barco, gastos com estacionamento e taxas de manutenção ambiental.

Custos da Road Trip: Pedágios


Lembra que eu não sabia quanto destinar aos pedágios no planejamento orçamentário da viagem? É bem difícil conseguir informações sobre a localização e o custo dos pedágios espalhados pelo Brasil e, para ajudar os viajantes, resolvi juntar todos os recibos de pagamentos e fazer uma análise geral aqui. Nos mais de 4600 Km percorridos na road trip entre Porto Alegre e Recife, passamos por 16 (!) praças de pedágio e desembolsamos 46,10 Reais. Pagamos essas taxas abusivas contribuições à manutenção das estradas nos estados entre o Rio Grande do Sul e o Espírito Santo, e a partir da Bahia não há mais pedágios. Claro que as estradas privatizadas são muito boas, sem buracos (o mínimo, né!) e quase todas em autopistas duplas ou triplas. Mas as estradas do Nordeste são boas e estão melhorando, especialmente no trecho entre Sergipe e Pernambuco. Fica a dúvida sobre a necessidade da cobrança dessas taxas! Os pedágios são os seguintes:

Dia 15: Cheguei em Recife


Cheguei em Recife ontem à noite, depois de pegar um engarrafamento monstro na entrada da cidade. E sabe aquela história de que o melhor da viagem é a volta pra casa? Dessa vez, é assim mesmo que eu me senti. A viagem foi maravilhosa e poderia ter durado até bem mais tempo - porque para viajar por esse país e ver tudo o que há de bom, um ano seria pouco! Mas dormir cada dia num lugar diferente, às vezes sem muito conforto, às vezes em circunstâncias adversas, é cansativo. Aquele cansaço bom, sabe!?

Agora estou em casa com a family pra passar o Natal, mas uma nova viagem já tem data marcada: dia 26, vou pra Paraíba com os papis. Ou seja, a road trip continua em direção ao Norte! Depois da Paraíba, vou passar pelo Rio Grande do Norte e também pelo Ceará. Antes disso, uma viagem internacional (ui!) - de avião, porque road trip também tem limite, né! (e depois do episódio das ostras, vou me recuperar um pouco antes de longas horas de estrada). E 2011 será um ano de muitas viagens também. Espero dividir tudo com vocês, porque estou achando essa coisa toda de blog muito legal! Ah... E nos próximos dias, um balanço super detalhado da viagem, com custos na ponta do lápis, dicas mais legais, impressões gerais sobre estradas, pedágios, hospedagens, alimentação e tudo mais que eu lembrar!

Beijos pra todo mundo e Feliz Natal!

Dia 14: Finalmente, Alagoas!


Chega uma hora que a Bahia finalmente acaba e a gente chega em Sergipe! E Sergipe é um estado bem pequenininho, que dá pra atravessar rápido (cerca de 3 horas). Não deu pra sentir o clima do estado porque passamos muito rápido. O mais animador são as obras de ponta à ponta na BR 101, já que a estrada será duplicada de Sergipe até o Rio Grande do Norte. Para os viajantes que se aventurarem em road trips pelo litoral brasileiro, a BR 101 estará duplicada desde o RS até o RN. Mas, adivinha só? Os trechos de pista única continuam na Bahia.

Foto supostamente artística de bicicletas nos corais da Praia do Francês. 

Estou pra dizer (lá vem...) que o litoral de Alagoas é o melhor do Brasil. Lá, o mar azul turquesa, as areias branquinhas e os coqueirais estão por toda parte e não é preciso fazer muito esforço para chegar aos lugares mais lindos. Na minha opinião, isso representa uma baita vantagem em comparação com as praias do litoral do Rio de Janeiro, que são deslumbrantes, mas de difícil acesso (dificílimo, quando falamos das praias de Ilha Grande, por exemplo, e inacessíveis, quando falamos das ilhas e praias privadas). As praias do AL são piscinas! O mar é super calmo em função de uma enorme barreira de corais que começa ainda em Pernambuco e termina ao Sul, quase em Sergipe. Pelo mesmo motivo, as águas são quentinhas, quentinhas... Uma delícia!


Os moradores da capital alagoana têm muita sorte! Maceió tem as praias urbanas mais lindas que eu já vi (se é que as minhas opiniões ainda têm credibilidade, porque, né... eu meio que acho tudo lindo!). Imagina "mergulhar no azul piscina do mar de Pajuçáaara" todo dia? Nada mal. Nessa minhas andanças, fiquei com vontade de morar em duas cidades: Vitória e Maceió. Mesmo em visitas rápidas, as duas capitais me pareceram encantadoras e, sem entrar muito em detalhes IDH, acho que a qualidade de vida dos habitantes desses lugares é bem boa. Pelo menos, praias bonitas eles vêem todos os dias.

Dia 13: Ainda, na Bahia


Lembra que eu falei aqui que parei numa cidade chamada Santo Antônio de Jesus? Aí, você amigo leitor, olha o mapa aí de cima e diz: "mas se essa cidadezinha fica perto de Salvador, por que a louca (a.k.a Aloka) não parou na tão famosa capital?". É que Salvador é longe de tudo, gente. Salvador é longe até da Bahia! A capital do estado fica no Recôncavo Baiano, uma reentrância na geografia que custa mais de 170 Km para os viajantes que seguem pela BR 101. E falando em longe de tudo, já contei por alto a história do pneu furado, né!? Essa experiência de ficar desamparado nas estradas baianas não foi o ponto alto da viagem at all.

Nossa idéia inicial naquele dia era visitar as praias de Morro de São Paulo, em Valença (só mesmo para dizer "estive aqui", porque o nosso tempo de viagem já estava estourado), mas a troca do pneu e a compra de um novo nos obrigaram a mudar de planos. Foi aí que Santo Antônio de Jesus surgiu no nosso caminho. Entre o Sul da Bahia e o estado de Sergipe não há quase nenhuma cidade que possa acolher viajantes! Imagina o drama... O dia estava acabando, a gente olhava que olhava nos mapas em busca de opções e o jeito foi dormir por lá. Por força das circunstâncias, gostei muito do lugar. Uma cidade de interior tipicamente nordestina, agitada pelo comércio forte que atrai os habitantes das outras cidades da região. Nenhuma beleza, nenhuma novidade, nada de encantos... apenas um lugar seguro pra parar no meio da Bahia (#momentos de tensão).

Dia 12: De Vitória à Porto Seguro


Cruzar a Bahia não é nada fácil, gente! Andamos mais de 550 km em direção ao Norte e quase em Porto Seguro vimos uma placa de boas vindas ao Sul do estado. Só pra ter uma idéia dessa dimensão, Portugal tem pouco mais de 650 Km no sentido longitudinal! E ali, no meio daquela Bahia que não acabava mais é que eu me dei conta do tamanho do Brasil. Claro que eu sei que o país é gigaaante, mas é só ali, no meio do nada, que a ficha cai (#gíria idosa). Um dia inteiro rodando, e a gente chegou à Porto Seguro, a cidade de maior importância turística da região sul-baiana.

Eu já tinha estado em Porto Seguro há uns anos atrás, naquele esquema "formatura de terceiro ano". Naquele momento, as impressões sobre a cidade se resumiram aos momentos Transilvânia porque eu estava bêbada demais para lembrar do resto. Dessa vez, apesar do pouco tempo, fui com a intenção de mudar as minhas impressões iniciais e ter uma idéia mais madura atualizada do lugar. E aí, eis que os dançarinos da Axé Moi ainda estão ensinando a coreografia de Um morto muito louco e os turistas que pulam das centenas dezenas de ônibus da CVC continuam com seus copos de caipifrutas na mão, cantanto "sou praierooo, sou guerreirooo, tô solteirooo". Confesso que foi bem mais divertido aos 17 anos!


A galera de Porto Seguro provocou novas ondas de náuseas (#ostras feelings again)
E por que parar em Porto Seguro quando há tantas praias lindas no sul da Bahia? Porque é muito difícil chegar aos lugares mais bacanas! Pra mim, o maior problema das road trips pela Bahia - no que se refere às viagens ao litoral, a parte mais explorada pelo turismo no estado - é que não há rodovias que liguem as praias. Explicando melhor: se você está na BR 101 e quer visitar Trancoso e Porto Seguro, é preciso sair da estrada principal, seguir uns 40 Km em direção ao litoral até Trancoso, depois voltar os mesmos 40 Km, retornar à 101 e, mais a frente, voltar de novo 40 km em direção ao litoral até Porto Seguro. Se houvesse uma via costeira, uns 160 Km seriam poupados nesse trajeto. E eu estou falando dessas duas praias, que são do lado uma da outra e estão relativamente próximas à 101. A coisa piora muito nas praias mais ao Norte. É tudo muito distante!

Dia 11: Espírito Santo


Eu juro que não aguentava mais fazer posts com a tag #RIO DE JANEIRO, ainda que o Rio seja muito legal. Depois de um tempão brincado por lá, fomos para o Espírito Santo, lugar onde eu nunca tinha passado. Não sei por quê demorei tanto... aliás, sei sim: é porque eu não sabia nada sobre o estado e nunca tive motivos para ir até lá. A princípio, o ES é só um pedaço de terra entre o Sudeste e o Nordeste, onde vive um povo que atende pelo gentílico de capixaba e que ninguém conhece! Nessa minha rápida passagem por lá, vi muita coisa legal e acho que voltarei em breve à capital e também ao interior.


Foto tirada na estrada, com o carro em movimento! Mas dá pra ter uma idéia da beleza das paisagens, né!?
A estrada entre Búzios e Vitória é super bonita. Eu nunca ví picos tão agudos no Brasil e as formações rochosas têm formas bem inusitadas, como essa aí da foto (que eu não sei o nome). Se eu fosse secretária de turismo do ES, promoveria as belezas naturais do interior do estado, que acho que pouca gente conhece. As praias também são muito legais. Paramos pra uma rápida caminhada em Guarapari, antes de seguirmos para Vila Velha e Vitória (pelo caminho que fizemos, foi preciso passar pela primeira para chegar à segunda, passando por uma ponte sobre um rio). As cidades do Espírito Santo também pareceram ser bem interessantes à primeira vista, porque são todas relativamente do mesmo tamanho (as principais: Vila Velha, Vitória, Viana, Serra e Cariacica), e de um tamanho bom: de 300 mil a 500 mil cada uma. Ah, e passando assim de carro - já no fim da tarde - elas são bonitinhas e divertidas. Acho que eu moraria no ES!

Guarapari, vista das pedras da praia


Prazeres perigosos


Consumir alimentos crus, especialmente moluscos e crustáceos, na beira da praia pode acabar mal. Se não bastasse o fato de os bichinhos do mar serem bastante perecíveis, eles ainda têm toxinas que podem causar reações em organismos mais sensíveis ou desacostumados. Resumindo: passei os últimos dias super mal por ter comido ostras cruas em Búzios e aí não pude atualizar o blog com a frequência que eu gostaria. Por isso, estou toda atrasada de novo! Fiquei mole mesmo, super enjoada (imagina pegar a estrada assim!) e sem conseguir comer nada (#viagem econômica), mas agora estou bem! Mais tarde, vou fazer atualizações mais detalhadas.

Por enquanto, só pra situar: estou agora em Santo Antônio de Jesus na Bahia (heim?!) Eu nunca tinha ouvido falar dessa cidade, mas a Bahia é um estado gigante, gente! Impossível atravessar em 2 dias, a menos que você seja um caminhoneiro que dirige 10 horas/dia. A nossa idéia era parar em Valença, a cidade de onde se tem acesso às praias de Morro de São Paulo. Só que um pneu do carro furou na estrada (mas não foi por causa de buracos na pista que, na verdade, é bem asfaltada) e nós tivemos não só que trocá-lo, como também compramos um novo estepe. Detalhe: uma pane no sistema de cartões de crédito na região Sul da Bahia ontem quase nos deixou em apuros! Ainda bem que tínhamos grana para bancar a compra e o balanceamento do novo pneu (e isso não foi nada barato). Agora, estamos a caminho de Alagoas!

Ah, rapidinho: quando saímos do Rio, passamos um dia no Espirito Santo e eu conheci Vitória (mais uma capital brasileira para o meu currículo de viajante). Depois, fomos para Porto Seguro e agora estamos tentando sair da Bahia, o que não é nada fácil! Nada contra a Bahia e os Baianos, mas se o estado fosse menor, as road trips pelo Brasil seriam bem mais viáveis... Depois conto mais!

Todo mundo odeia... Vendedores de praia


Vendedor de praia é um saco! Tá, a gente sabe que as pessoas precisam ganhar a vida ou fazer uma renda extra no verão, mas eles têm mesmo que ser tão chatos, insistentes e numerosos? Em alguns lugares, não dá pra passar 5 minutos sem que alguém queira te mostrar saídas de praia, peça de artesanato, chapéu, protetor solar (ou óleos estranhos), dvd pirata, tatuagem de henna e toda sorte de alimentos de origem duvidosa mas que eu sempre como. O pior é que os produtos que eles vendem são quase todos iguais e a gente chega a decorar as estampas das cangas depois que o centésimo vendedor aparece pra pedir atenção. No final do dia, duvido que alguém consiga sair da praia sem ter comprado pelo menos uma bugiganga ou comido alguma coisa, porque os vendedores de praia vencem mesmo pelo cansaço. Eu detesto!

Are we going to Ibiza? A badalação de Búzios

La Bardot, frequentadora de Búzios, tem uma rua com o seu nome e ajudou a construir a mística da cidade

A Rua das Pedras, em Búzios, é o endereço mais requisitado da cidade. O que não falta por lá são grifes cariocas vendendo o estilinho hi-lo, bares e restaurantes supostamente despojados e casas noturnas que selecionam as pessoas que são lindas e bem vestidas o suficiente para se tornarem clientes. As lojas ficam abertas até além da meia noite e a vida noturna ferve na cidade. Imagino como vai ser a virada do ano e as semanas de alta temporada, porque as boates estavam anunciando mega festas para os próximos dias. Assim, Búzios tem um ar meio Ibiza... A filial do Pacha Club Búzios não me deixa mentir! Muita badalação bacanuda faz com que o lugar tenha uma vibe diferente uma mini zona sul carioca . Confesso que, dessa vez, fiquei meio sem paciência para o estilo poser das pessoas que tentavam entrar nas festinhas. Mas pra quem gosta de ver e ser visto, Búzios é o canal.

Dia 10: Búzios

Vista da praia de João Fernandes
Depois de deixar o Rio, fomos para o mais que famoso balneário de Búzios. Se é mesmo aquilo tudo o que dizem? Bem, as praias de lá não são as mais belas do litoral carioca, mas a cidade super charmosa e badalada dá um tom especial à estadia. Acho que Búzios é a vila de praia mais bem sucedida do Brasil, porque consegue reunir rusticidade e sofisticação. Muito freqüentadas pelos cariocas (bacanas) que querem fugir da cidade grande, o lugar também é parada de estrangeiros e também de muitos mineiros (com dinheiro).
Roubei essa foto da internet porque não consegui um click bom!

Todo mundo odeia... A nova tomada


Gente, um aviso pra todo mundo que vai frequentar hotéis em breve: boa parte das tomadas dos quartos já foram alteradas para o novo padrão de três pontos. Ou seja, você que leva a sua chapinha para a viagem, ou que precisa do computador para postar no seu blog, precisará de um adaptador para não ficar na mão. A nova tomada, para quem ainda não sabe, foi uma medida da ABNT para "uniformizar" os padrões de tomadas no Brasil. Em vez de adotar um dos padrões existentes, resolveram criar um novo, incompatível com todos os eletrodomésticos fabricados até 2007. Olha que idéia! Odeio!!!

Dia 9: Ipanema



Sol e calor no Rio de Janeiro? Praia na certa! Os cariocas adoram a vida a beira mar e os hábitos praianos são uma das suas características mais marcantes. Mesmo longe do mar, a moda, o jeito despojado, os corpos dourados (e à mostra) anunciavam – lá no Grajaú – que nós estávamos na praia e que a Road trip na rota do sol não precisava ser interrompida por um dia na cidade grande. Fomos aproveitar o nono dia da viagem em Ipanema, na companhia da Gabi, nossa anfitriã no Rio!

A Gabi, como típica carioca, tem sempre na mala do carro o seu kit praia, com guarda-sol, toalha e cadeiras. Aí, nem foi preciso levar o nosso acampamento (na praia não tem problema acampar). Aliás, ainda não deu pra estrear o super guarda-sol que eu comprei porque São Pedro não tem dado aquela força... Paramos no posto 8, montamos o nosso acampamento e passamos a manhã sob o sol. Mas manhã de praia é aquela coisa: começa às 11h e termina às 14h (bem na hora do câncer de pele). 

Dia 8: Chegando no Rio de Janeiro

Se eu disser "O Rio de Janeiro continua lindo", vai ser muito clichê?

No dia 8, saímos de Ilha Grande na balsa das 12:30 e seguimos para o Rio de Janeiro. O principal motivo da nossa parada na capital fluminense era visitar a amiga Gabi e seus papis, a Ana e o Maurício, já que estávamos de passagem. Eles nos receberam na sua casa, no Grajaú (#As Cariocas feelings), que é um bairro residencial muito interessante. Da sacada de casa, nossos anfitriões no Rio têm essa vista linda para o Pico do Papagaio, no Maciço da Tijuca.

A entrada na cidade do Rio de Janeiro é uma confusão, e eu recomendo que os viajantes que sigam para esse destino estejam muito bem orientados por mapas e gps, e desejo que tenham muita sorte também - porque sem sorte, não se chega a lugar algum na capital fluminense! As placas de sinalização até existem, mas são muito loucas, não dá pra confiar. E pedir informação pros cariocas é outro problema. A maioria deles vai fingir que não está escutando o chamado de quem quer perguntar, e aqueles que se dispõem a ajudar dão informações incompreensíveis (tipo: "Não tem errada, vai embora por aqui que você chega lá").

Chegar na casa da Gabi foi uma missão quase impossível, porque além de tudo ficamos sem celular no meio do caminho e não pudemos ligar para o resgate (a.k.a. Gabi). Nos metemos no trânsito do Rio em plena hora do rush (que delícia!), fomos parar na Zona Sul quando queríamos ir pra Zona Norte, mas chegamos sãos e salvos! Encaramos o erro desvio de rota como um tour pelo Rio e aí, nosso humor se manteve estável. Na chegada ao nosso destino, fomos recebidos com um café da tarde super delícia pela Gabi e a Ana (e também Tigrão e Júnior, os cãezinhos!) e uma conversa pra lá de boa que nos recompensou!. A família super querida nos mimou demais! Agradecemos muito o carinho e a hospitalidade!

Delay

Gente, acho que vocês já notaram que eu estou atrasada nas postagens, não é? Os dias sem internet em Ilha Grande impediram que eu seguisse com as informações em tempo real (#globo news feelings) mas vou tentar agilizar as postagens e tentar atualizar o blog com informações do dia ou, no máximo, do dia anterior. Hoje, estou no dia 10 de viagem, em Búzios, Rio de Janeiro. Só pra avisar!

Todo mundo odeia... Acampamento


Eu nunca acampei na vida e, depois da experiência da chuva em Ilha Grande, nuca hei de acampar. Mas sabe que o pessoal aqui do Rio é alucinado por essa coisa de acampamento? Soubemos disso porque fizemos um passeio de barco na tarde da quarta-feira (bem legal, por sinal - mas as minhas fotos ficaram ruins por conta do mau tempo, já que o céu estava feio e choveu muito durante a viagem) e conhecemos um casal de estudantes que acampava na Ilha. Aliás, há muitos espaços para camping por lá. Quando a chuvarada começou, lembrei imediatamente desse pessoal, nadando na lama, com todos os seus pertences molhados e sem nenhum lugar seguro para se abrigar. Que programa de índio! Nunca acampei, mas já posso odiar esse tipo de viagem.

Dia 7: Quando se está numa ilha se está... ILHADO!

Ilha Grande é a mais isolada das ilhas por onde passamos até aqui. Em São Francisco do Sul, havia uma ponte de acesso ao continente, em Ilha Bela, uma viagem curta de balsa para carros e em Ilha Grande, uma longa viagem num barco de passageiros. Seja como for, na curtição da viagem, a gente dificilmente se dá conta de que uma ilha é um pedaço de terra no meio do mar, onde se está mais ou menos isolado. Ontem, nos demos conta disso quando uma tempestade inacreditável caiu sobre a Ilha Grande por mais de 5 horas seguidas e ficamos sem energia, sem acesso à internet e sem poder sair da pousada nem pra comer, porque a água que corria pelas ruas ultrapassava a altura dos quadris. 

Dá pra ver o rio correndo na rua? Vista de dentro da pousada

Numa hora dessas, a gente se dá conta que os preparativos para a visita de uma ilha devem ser mais precisos – e quanto mais isolada ela for, mais se deve pensar sobre possíveis situações adversas. E se chover demais? E se uma ressaca no mar impedir que as embarcações trafeguem até o continente? A primeira coisa que se deve ter em mente é que você pode ter que ficar mais tempo que o previsto se algo der errado e é bom estar preparado para ter que mudar de planos. Depois, o hotel ou pousada onde ficar deve ser uma bunker um lugar bastante seguro e provido de boa infra-estrutura. Aqui na Ilha Grande isso é meio difícil! Soubemos de pousadas que foram interditadas pela defesa civil e o lugar onde estávamos, lá pela terceira hora de chuva, começou a sofrer com goteiras e infiltrações. Além disso, a nossa pousada não tinha restaurante ou bar, de modo que quase ficamos sem comida (conseguimos contrabandear pães com manteiga e laranjas do café da manhã). Foi um sufoco, gente! Uma noite muito longa e uma manhã estranha: os funcionários da pousada estavam super baixo-astral, porque quem conseguiu salvar sua casa de prejuízos não dormiu de tanta preocupação.

Agora me diz, São Pedro: eu mereço mesmo?

Ilha Grande ou Ile D'Amour


Aqui em Ilha Grande, o que mais tem são turistas no cio casais gringos em lua de mel. Love is in the air: e todo mundo anda de mãozinha dada, beijinhos e carinhos, caminhadas na areia ao por do sol, sex on the beach... Já consta em estatísticas oficiais que a população de muitos países europeus tem aumentado nessas viagens à Ilha Grande!

Na Ilha Grande com os gringos viajantes

A máquina fotográfica mostrando todo o seu potencial nessa foto da gringa aleatória

Difícil achar turistas brasileiros por aqui! O Rio de Janeiro é o destino mais procurado por turistas estrangeiros que chegam ao Brasil. Vimos muitos em Paraty e na Ilha quase que só tem gringo. Já tivemos contato com suíços, franceses, ingleses, chilenos, holandeses, americanos (além do enxame de argentinos que estavam aqui quando chegamos, mas eles eram passageiros de um cruzeiro que logo foi embora), e é bem comum que esses viajantes tragam na bagagem lembranças de outros destinos da América do Sul. Alguns deles enlouquecem e ficam na Ilha por um tempo. Por isso, muitas pousadas e restaurantes são de estrangeiros em férias prolongadas. Nós fomos a dois lugares legais que contam sobre esse gringo’s life style.


Dia 6: De Paraty a Ilha Grande

Adivinha só? Chuva em Ilha Grande.

Quase não temos saído do lugar desde que paramos em São Paulo pela primeira vez. De lá pra cá, só uns 400km – em relação a uma viagem de 4.300km! Saímos de Paraty em direção a Angra dos Reis com o objetivo de chegar à Ilha Grande. De início, eu pensava que Angra era uma balneário com atrativos próprios, mas colhendo informações a respeito, descobrimos que a cidade é mais o porto através do qual se chega nas ilhas da região. Feia que só!


As ilhas menores são quase todas particulares (e é casa do Didi pra lá, casa do Ivo Pitanguy pra cá, ilha da Xuxa, ilha do Antônio Hermírio de Moraes... a baía dos milionários tupiniquim!) e a Ilha Grande é a única com acesso livre e infra-estrutura turística. A Ilha fica bem distante do continente e só se chega até aqui através de barcos de passageiros. O carro fica em Angra, num dos estacionamentos do porto, e as pessoas seguem de catamarã ou balsa, com o mínimo de bagagem possível. 

Todo mundo odeia... Cabelos ressecados


A exposição ao sol, à maresia e à qualidade da água nas situações de praia detona com os fios e ninguém merece cabelos ressecados! Eu tenho tentado salvar as minhas madeixas  com esse trio aí de cima. O Gloss Protector Pulsiline da Nazca é maravilhoso! Ele tem proteção UV, então dá pra usar na praia, e ainda deixa o cabelo disciplinado (no meu caso, um ondulado decente). Ah, e esse produto ainda tem um preço super bom, não paguei mais que 12 reais. Já shampoo e a máscara da L'Oreal eu não sei quanto custam, porque ganhei de mamãe (oooh!), mas quando essas embalagens terminarem vou fazer o investimento que for para comprá-los de novo! Essa Série Nature, com o próprio nome diz, é toda natureba, feita a base de óleos vegetais e os produtos tem cheiro de "mato" - o que é bom, na minha opinião! A hidratação é garantida, sem deixar os fios pesados. 

Dia 5: Paraty

Céu nublado de novo... 

Paraty é um daqueles 1001 lugares para conhecer antes de morrer! A cidade reúne natureza e história, quando o encontro entre mar e montanha é adornado por uma vila do século XVIII que conta uma parte importante da memória nacional. Fim da Estrada Real (uma viagem que farei em breve, aguardem!), Paraty era o porto de onde escoava a produção de ouro e diamantes de Minas Gerais. Depois do fim deste ciclo econômico, a cidade se estagnou – o que fez com que os traços arquitetônicos de vila portuguesa tenham se mantido ao longo do tempo.

Por ser um destino procurado por turistas estrangeiros, pensamos que Paraty seria uma cidade cara e reservamos uma grana extra para gastar por aqui. Mas, para a nossa (agradável) surpresa, os preços de hospedagem e alimentação são bem razoáveis, compatíveis com o que pagamos em Peruíbe, que não oferece nem um quinto dos atrativos! (Até aqui, ficou estabelecido que Peruíbe é o “limite inferior” - a.k.a “nada pode ser pior” - das nossas experiências) Aliás, não dá pra entender como hotéis, pousadas e restaurantes do Brasil definem seus preços. Mas isso vira tema pra outro post...

Tchau Ilha Bela... Oi, Paraty!

Saímos de Ilha Bela de manhã, com uma dorzinha no coração! Especialmente porque estava chovendo e não pudemos dar um último “adeus” às praias de lá. Pegamos a estrada rumo a Paraty, via Ubatuba, para conhecer o Sul do litoral fluminense. Neste caminho, as estradas pela Serra do Mar não são tão lindas e o dia nublado também não contribuiu para embelezar a paisagem (São Pedro, parou a brincadeira de chuva, ok?) As primeiras praias do Rio, em compensação, valem muito à pena! Os super ricos do Brasil têm casas nessa região e o chato é que muitas praias são bloqueadas por condomínios e mansões, e se tornam inacessíveis (não preciso expressar a minha indignação de novo, né?)

O mar verdinho em Trindade

Paramos em Trindade, essa praia linda aí da foto. A região toda é formada por enseadas com muitas pedras e pouca areia - o que resulta em praias pequenas, com mar muito calmo. Garantia de banhos deliciosos no mar verde esmeralda do Sul do RJ. A água é fresca, o que aplaca o calor dos inferno sob este céu mormacento da Serra do Mar. O litoral Sul do RJ é bem parecido com o Norte de SP (continuação um do outro, claro!) Só que o Rio tem lá suas vantagens... Por enquanto, nada de borrachudos(as) e menos paulistas. Reações alérgicas controladas, portanto!

Todo mundo odeia... Mosquitos



Olha o que as bichas fizeram comigo! Isso incomoda que é um horror. Arde, queima e coça, tudo ao mesmo tempo. Quando vocês vierem ao litoral de São Paulo, não dispensem o uso de repelente!

Dia 4: Ilha Bela


Primeiro dia de sol da viagem! Primeiro dia de praia também, depois de passar os últimos três dias no carro a maior parte do tempo. À medida que subimos pelo Brasil, os dias vão se tornando mais curtos - o que torna o tempo de estrada cada vez menor. Aproveitamos os primeiros trechos para dar uma puxada e parar rapidinho nas cidades que escolhemos, mais para dizer "passei por aqui" do que conhecer mesmo. Mas quando chegamos à Ilha Bela, deu vontade de ficar! Resolvemos passar o dia inteiro longe do carro, brincando de praia. Amanhã, voltamos para a estrada em direção à Paraty, Rio de Janeiro (já estou treinando o meu sotaque carioca... vamos ter 4 noites em terras fluminenses).

Todo mundo odeia... Praias privadas


Que a ocupação do litoral brasileiro é totalmente irregular, a gente já sabe... Mas desde quando a compra de terrenos à beira mar assegura garantia de exclusividade para o uso das praias? Em Ilha Bela, não é possível chegar a muitas das principais atrações porque casarões de veraneio bloqueiam o acesso entre a estrada e o mar. Em alguns pontos, não é possível nem ver a paisagem! Praias privadas são odiáveis... e também são ilegais.

Dia 3: Litoral Paulista


Deixamos Peruíbe de manhã cedinho, e não quisemos nem parar na praia pra tirar fotos. Quando vocês estiverem em viagem pelo litoral paulista, não esqueçam de evitar essa parada. Aliás, as praias mais legais de São Paulo estão no Norte e eu recomendo "pular" direto para Santos, Guarujá e as praias das cidades vizinhas. No dia 3 da viagem (mais conhecido como ontem), foi isso o que fizemos. Uma breve parada em Santos, para eu revisitar a minha cidade natal (sim, eu sou paulista!), depois passadinha no Guarujá e... rumo à Ilha Bela, um destino fabuloso! Mas, aviso aos viajantes: chegar à ilha não é assim tão fácil. É preciso pegar duas balsas (nós pegamos três: uma entre Santos e Guarujá, que é opcional, outra entre o Guarujá e São Sebastião e outra até e Ilha Bela) e percorrer as estradas sinuosas da Serra do Mar. Em compensação, os caminhos são lindos e inusitados! Depois de cada curva, no sobe e desce das montanhas, a gente vê uma paisagem de tirar o fôlego, como essa aí de baixo.


O litoral Norte paulista é formado por pequenas praias rodeadas por pedras encravadas nas encostas da Serra, coberta pela Mata Atlântica. Será que vai ser muito arriscado dizer que as praias mais bonitas do Brasil estão em São Paulo? Melhor não, né! Acho que essa eleição fica pro fim da viagem.

Dia 2: Nas estradas do Paraná


Ontem o dia de viagem foi lindo, mas muito cansativo! Saímos de São Francisco do Sul de manhã, e queríamos chegar no Guarujá ainda antes do anoitecer. Só que eu não aprendi muito bem aquelas lições de navegação, não li direito o mapa e acabamos errando o caminho, o que nos fez perder quase duas horas de viagem. Por isso, paramos em Peruíbe, que é possivelmente a pior praia do litoral de São Paulo (pelo que ouvi dizer, só perde pra Praia Grande, mas nunca vou querer descobrir!) A infra do local era ruim e não conseguimos um hotel com internet, por isso a falta de posts sobre a viagem.

Tropeços a parte, o que vale comentar sobre o dia de road trip de ontem é a beleza das estradas entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo. As paisagens são maravilhosas, especialmente em terras paranaenses, onde parte do caminho por onde passa a BR 116 é cercado por áreas de preservação ambiental. Não consegui tirar fotos muito incríveis (câmera limitada + carro em movimento + dia nublado) mas dá pra ter uma idéia do clima de montanhas na foto aí de baixo. No detalhe uma árvore nativa super mimosa! Nessa época do ano, a paisagem dos três estados fica tomada por essas florezinhas rosas e brancas.

Dia 2: São Francisco do Sul


Gente, São Francisco do Sul é uma gracinha! O clima é mais cidade do que praia - ao contrário do que eu pensava, as praias da ilha não são tããão lindas quanto outras em Santa Catarina (nem perto de Bombinhas e Porto Belo, que são realmente deslumbrantes). O dia nublado contribuiu para deixar as paisagens praianas ainda mais sem graça, mas o centro histórico é um charme e vale a visita! A baixo, uma foto da praia... cuén, cuén, cuén. Nem pude estrear meus biquines!

Em breve nos cinemas



Foi-se o tempo que a gente esperava ansiosamente pelas estréias de cinema das férias! Lembra da fila para assistir "A Pequena Sereia" (lá no Recife 3)? Hoje em dia, os lançamentos acontecem toda semana, e é até difícil acompanhar tudo o que entra em cartaz. Neste verão, muitos filmes legais chegam aos cinemas brasileiros e eu já sei os que vão ganhar o meu ingresso!

Essa sexta, 10 de dezembro, estreou "O ciúme mora ao lado", produção finlandesa de 2009. Também foi lançado o comentado - na Caras e Contigo - "Amor por acaso", com Juliana Paes atuando em Ingreis e fazendo par romântico com o Super-Homem, sob a direção de Márcio Garcia. Deve ser um filmão, pra quem quiser se arriscar (#comentário contém ironia)! Na semana de 7 de janeiro, entra em cartaz mais uma continuação de "Entrando numa fria", dessa vez "Entrando numa fria maior ainda com a família". (Se a sequência prosseguir, o título dos próximos filmes vão ser parágrafos).
Também o francês, "The heart breaker", com Romain Duris, de "Albergue Espanhol". 

Depois, em 14 de janeiro, tem Angelina Jolie e Jonny Deep em "The tourist", e Jack Black no infantil "As viagens de Guliver". O italiano "Mimi Vagatine", de 2009, também chega às salas brasileiras. "Burlesque", musical com Cher e Cristina Aguilera estréia dia 21 de janeiro, para quem se interessar, junto com "Biutiful", estrelando Javier Barden num drama que vai fazer todo mundo esquecer a sua atuação terrível em "Comer, rezar e amar". 

Na sequência, a semana do dia 28 de janeiro traz dois filmes muito esperados: "Um lugar qualquer" de Sofia Coppola (adoro!) e "O amor e outras drogas", com Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway, que não poderia ser mais fofo! Finalmente, em 4 de fevereiro, estréia o super aguardado (por mim) "Cisne Negro" e também "Zé Colméia - O filme" que eu não perco por nada! 

A lista completa de lançamentos, você encontra aqui.

Detalhe: Decoração Solar da Beira


A pousada, como eu já disse, é super aconchegante! Gostei de alguns detalhes da decoração, especialmente as muitas soluções criativas. A que me chamou mais atenção foi essa cabeceira de almofadas, feita com um varão de cortinas, que eu coloquei em detalhe. Agora, são 9 da manhã e vamos sair pra passear em São Francisco do Sul. Pena que está bem nublado! À tarde, seguimos para o Guarujá, no litoral de São Paulo. No Paraná não tem paradas porque, né... As praias do Paraná não são lá muito famosas por sua beleza natural!

Dia 1: De Porto Alegre a São Francisco do Sul


Hoje, percorremos 640 km desde Porto Alegre até São Francisco do Sul, em Santa Catarina. O destino pretendido quando deixamos o RS era Piçarras, mais ao Sul do litoral catarinense. Mas, como queríamos rodar um pouco mais no primeiro dia de viagem e ouvimos falar super bem deste balneário, resolvemos seguir até aqui. A BR 101, por onde seguimos é muito boa, com pista duplicada quase todo o tempo - o que alivia o tráfego intenso de caminhões. Ah, e as paisagens do SC são lindas! Serra de um lado, litoral do outro e lagoas enooormes tornam o caminho muito bonito, apesar de bem urbanizado.


Montanha + lagoa na estrada, perto de Laguna, SC

Chegamos à Ilha de São Francisco do Sul já no fim do dia e com céu nublado, mas mesmo assim a cidade pareceu encantadora! Fundada em 1650, as primeiras povoações do lugar datam de 1506 (!) quando marinheiros francese ficaram à deriva depois de uma tempestade e encontraram abrigo nessas praias. Por isso, a cidade se intitula a terceira mais velha do Brasil (mas achei meio forçado...)


Peguei essa foto na internet, porque as minhas ficaram muito escuras!

Além do sítio histórico e das praias lindas (gente, estou pra dizer que o litoral de SC é o mais bonito do Brasil, mas vou esperar até o fim da viagem...) a cidade também tem como atrações o Museu Nacional do Mar, único do Brasil que abriga réplicas de embarcações que trafegaram pelo nosso litoral. Ah, também vale comentar que o povo de Santa Catarina é muito querido! Eles têm uma certa dificuldade de dar informações precisas ("segue reto toda vida" é a frase mais usada), mas se esforçam e são muito prestativos. Chegamos sem reservas, pedimos indicações de hotéis e acabamos vindo parar na Pousada Solar da Beira, que é super charmosa e aconchegante.


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