2012 / 2013


Uau! 2012 passou como um piscar de olhos. Parece que foi ontem que eu estava aqui, postando sobre os meus planos para o ano que estava prestes a começar... 365 dias depois, muitas metas ficaram pelo caminho, enquanto tantas outras surgiram, tornando o ano uma trajetória totalmente inesperada! Lá no final de 2011, boa parte das minhas expectativas e promessas estavam voltadas para esse blog. Jurei atualizá-lo todos os dias, produzir conteúdo cada vez mais interessante e me aprofundar nos estudos de design, fotografia e artesanato que norteiam os meus interesses no Road Trip. A princípio, as promessas eram mesmo motivadas pela animação de ver a audiência do blog crescer dia após dia e da satisfação de trocar ideias com leitores / amigos que fui conhecendo através desse canal de comunicação. Aos poucos, foram se convertendo em desafios que me ajudaram a desenvolver habilidades que eu nunca imaginei que pudesse ter.

Em meio a tantas mudanças de vida provocadas, justamente, pelas possibilidades que esse blog me proporcionou o tempo ficou curto e as atualizações diárias acabaram se tornando uma meta difícil de alcançar! Terminando um doutorado, começando uma nova graduação, procurando emprego, planejando um casamento e uma viagem para o outro lado do mundo foi difícil manter a ordem e a tranquilidade necessárias para fazer a criatividade fluir em projetos legais e interessantes para o Road Trip. Fiquei frustrada por não ter conseguido - afinal, escreveria o blog ainda que ninguém o lesse e o fato de ter tanta gente legal aí do outro lado disposta a dedicar tempo e atenção ao que eu faço por aqui me traz também muita responsabilidade.

Mas 2013 é um ano novinho em folha! É a chance que todos nós temos de começar de novo. Na medida do possível, prometo outra vez tudo aquilo que prometi em 2012: fazer desse blog um espaço  para exercícios criativos, trocas pessoais e aquele sempre necessário refresh no meio do dia, quando a gente precisa de um recreio na internet para aliviar a carga do trabalho. Na medida do possível, prometo outra vez, só que melhor!

Que 2012 termine tendo sido um ano bom para todos nós, e que 2013 o supere em todos os aspectos. Obrigada a todo mundo que me acompanhou por aqui. Só posso desejar o melhor para o ano que começa amanhã. Beijos pra todo mundo, com muito amor!

Fourlines: Polaroides e Road Trips


A temática de fotógrafos que pegam a estrada e saem por aí fazendo imagens evanescentes com câmeras Polaroid não é nova, mas é sempre tão fascinante que não pude deixar de querer compartilhar. O projeto Fourlines, de onde saíram as fotos que ilustram esse post, é resultado do trabalho de quatro jovens fotógrafos italianos que passaram 22 dias on the road fotografando paisagens e pessoas entre a Dinamarca a Suécia e a Noruega no ano de 2009. A ideia era mesmo embarcar no simbólico da estrada - descobrir terras distantes e se descobrir ao longo do caminho - e registrar o processo todo através de fotos Polaroid e Inxtax. 


Por mais clichè que possa soar (depois do filme On the Road, todo mundo adora dizer que a metáfora da vida na estrada é assunto batido), sou presa fácil desse tipo de coisa e amei desesperadamente as fotos do Fourlines. Lendo o nome deste blog e lembrando dos tantos posts sobre fotos analógicas e tentativas de produzir Polaroids fake ou coisinhas Polaroid inpired, vocês podem imaginar o apelo que o trabalho desses fotógrafos tem pra mim. Noves fora meus clichès pessoais, o tema da estrada é recorrente porque é mexe com alguma coisa lá no fundo do coração de muita gente e o suporte escolhido para as fotos do projeto Fourlines - as famosas instantâneas que nem existem mais - disparam imediatamente o gatilho desse sentimento inominável que mistura saudade e vontade de viver.  


Vale a pena conferir o site oficial do projeto e também o blog ( meio desatualizado, mas) que tem muitas outras fotos e também alguns vídeos sobre como tudo aconteceu. Explorando os apoiadores da proposta Fourlines, encontrei um outro link muito bom de explorar, o polaroiders.it, onde fotógrafos amadores italianos mostram suas fotos para a comunidade pola-lovers. E falando em Polaroides, deixo o link também para o The Impossible Poject, que também apoiou o projeto Fourlines (as fotos, inclusive, foram feitas com filmes Implssible). Muita gente aí já deve conhecer, mas é sempre muito bom ter foto bacana pra olhar em momentos de folga, de procrastinação ou quando a vida precisar de leveza!

DIY: Posters Vintage


Quem acompanha blogs de decoração ou está sempre "pinando" no Pinterest já deve ter percebido que posters vintage com imagens steampunk são super tendência para enfeitar as paredes de casa. As gravuras da moda tem cara de página de enciclopédia do final do século XIX, com direito à ilustrações feitas em pena, descrições em latim, letra gótica e um certo ar de experimento científico macabro. Os temas podem ser taxonomia de insetos, botânica, pássaros - e suas sempre assustadoras gaiolas vazias - e anatomia humana. As imagens não são exatamente bonitas, mas a estética freak/romântica dos posters vintage tem mais o objetivo de serem impactantes. Eu andava doidinha por quadros com gravuras desse tipo e até já tinha descoberto alguns posters legais pra comprar do Etsy quando resolvi botar a cabeça pra funcionar e fazer minhas próprias versões caseiras. Modéstia à parte, achei o resultado incrível e vim correndo publicar o tutorial!


Antes de mais nada, é preciso dizer que só foi possível fazer os posters vintage porque descobri imagens ótimas e disponíveis gratuitamente para download no blog The Graphics Fairy. Há muita coisa incrível por lá e eu salvei umas dezenas de jpg.s até me decidir finalmente pelo coração e o crânio que achei nesse link aqui. Com a imagem no computador, o desafio ficou por conta de encontrar um suporte decente para imprimir. E cá pra nós: boa parte do encanto dos posters vintage esta no papel envelhecido que a maioria dos impressos desse tipo fica devendo! Vocês podem até fazer o download da arte com uma coloração amarelada de fundo, mas isso não tem o mesmo efeito de usar um papel com textura e gramatura. Por isso, o grande lance dos posters vintage caseiros está em preparar o suporte da impressão, caprichando no tingimento de um bom papel. (1) Eu usei Canson 200g/m2, que aguenta bem o processo de tintura e é aceito sem problemas pelas impressoras caseiras. Separei também um pouquinho de chá preto concentrado (outros pigmentos naturais também servem) e um pedaço de esponja. (2) Embebi a esponja no chá e molhei a folha tão uniformemente quanto fosse possível. (3) Deixei secar bastante e, quando toda a umidade tinha ido embora... (4) Imprimi as gravuras desejadas sobre a face tingida do papel!


Juro que o resultado final ficou impressionante" É que além da cor, o processo de molhar e friccionar levemente a folha com a esponja transforma a textura normal do papel Canson e o deixa com cara de coisa antiga de verdade. Queria fazer uns posters maiores no futuro, em folha A3, e fico me perguntando se uma gráfica qualquer aceitaria colocar uma folha de papel tingida de chá preto nas suas impressoras... De qualquer modo, as folhas A4 já me deixam bem feliz, principalmente porque têm esse jeitão de "página arrancada de livro", mas também porque não é tão fácil encontrar na internet imagens com definição boa o bastante para virarem mega cartazes. Espero que vocês tenham curtido e tentem fazer por aí!

Transformando Fotos Analógicas (Parte IV)


Por mais que o imprevisto faça parte do barato das analógicas, eu ainda não consigo lidar com as fotos fail! A cada novo rolo revelado, tento descobri o lado bom das fotos ruins (que estão ficando cada vez menos frequentes, ainda bem!) mas confesso que continua sendo frustrante ver que aquele momento que tinha tudo pra ser lindamente eternizado acabou virando um borrão escuro. Como não adianta muito lamentar, o jeito é continuar descobrindo alternativas para transformar as fotos e, de alguma maneira legal, resgatar aquilo que não saiu. A proposta de hoje é uma espécie de mix and match de memórias e referências imagéticas: trazer um fragmento da foto "ruim" para uma foto (mais ou menos) "boa" criar uma nova composição a partir das duas.


Exemplo? Olhem só a primeira foto que aparece lá em cima. Achei lindo esse ursinho desenhado num muro de Helsinki e a luminosidade parecia boa o suficiente para captar a imagem com brilho e definição, mas olha só o que saiu... Mal dá pra ver qualquer coisa! E a segunda foto, do caminho numa praça de Lisboa? Tirei aleatoriamente, pra acabar o filme antigo e trocar por um novo há tempo do workshop lomo e daí que a foto, embora tenha ficado ok, não significa absolutamente nada (além disso que eu expliquei). Ao pensar nas duas juntas, tive a ideia de transportar o ursinho para o caminho na floresta e - sem querer danificar nenhuma das duas fotos - transformei o urso num desenho com a ajuda de decalque de papel vegetal.


Eu queria mesmo ter o urso como inspiração pra desenhar e aí que misturar as mídias (desenho e foto) e transpor uma parte de uma foto para outra deu super certo. O urso ficou bem fofo lá na sua floresta e as duas fotos que representavam muito pouco quando separadas passaram a compor uma historia juntas. Fiquei com vontade de ir mais além e sair recortando e colando fotos (tipo Photoshop analog), mas ainda fico sem coragem de promover transformações que destruam irreversivelmente as imagens. Claro que dá pra revelar os negativos quantas vezes eu quiser, mas ainda tenho esse medinho. Quando criar coragem, posto tudo, tá bem?

PS: Não cheguei a comentar sobre uma entrevista que dei para uma matéria sobre lomografia que saiu no site da Revista Época! Em tempo, o link é esse aqui. O texto é bem legal e tem algumas fotos minhas e de outros entrevistados.

DIY: Cabides Sr & Sra


Os preparativos para o casamento ainda nem são oficiais, mas já estou me adiantando na busca por DIYs que me ajudem a reduzir os custos da festa e - mais ainda - dar um toque pessoal a tudo. Semana passada, contei pra vocês que venho super treinando handwriting pra chegar bem afiada na hora de preencher cartões "guarde a data" e envelopes de convites, e agora resolvi desafiar as minhas recém-adquiridas habilidades caligráficas fazendo esses cabides Sr & Sra! Olhem só o passo a passo...


(1) Primeiro, separei cabides de madeira (desses que a gente encontra à venda em qualquer supermercado), lápis, caneta preta e marcador permanente preto. Aí, treinei bastante o desenho pretendido para as letras e fiz um primeiro traçado a lápis sobre a madeira. Nessa fase, dá pra errar a vontade, porque o grafite é apagável, então não tenham medo de rabiscar! (2) A coisa começa a ficar séria quando chega a hora de passar a caneta preta sobre o traçado à lápis. Quem se confiar, pode queimar essa etapa e já partir direto para o traçado de marcador, mas o traçado primeiro à caneta ainda nos dá uma última chance de corrigir errinhos. Nessa fase, também dá pra apagar o traçado a lápis com a ponta dos dedos ou, se tiver difícil, cotonete embebido em água. (3) A terceira etapa é a hora da verdade, porque depois de passar o marcador, não dá mais pra voltar atrás. Depois de cobrir os rabiscos todos... (4) O traçado fica consolidado!


E o resultado final ficou assim: simples mas bonitinho! Claro que a minha caligrafia ainda não está um primor e ainda há muito o que melhorar nas próximas tentativas (a louca que vai escrever em todos os cabides do armário), mas essa também não é a única alternativa. Quem não quiser se arriscar na escrita à mão pode tentar carimbar as letras, montar um stencil com as palavras desejadas e até mesmo usar letras transfix. A ideia é mesmo mostrar que dá pra fazer cabides personalizados gastando nada (ou quase nada, porque cada cabide de madeira custa uns 3 Reais). O upgrade do projeto é tentar fazer cabides com nomes escritos em fios metálicos. Vou tentar por aqui e depois compartilho com vocês!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...